Uma educação não sexista engloba práticas e abordagens educacionais que eliminem estereótipos de gênero e promovam a igualdade entre meninos e meninas nas escolas. Ela reconhece que alunos e alunas possuem interesses e potenciais diversos, independente de seu gênero. Assim, supera os tradicionais papéis e expectativas atribuídos a homens e mulheres e desafia preconceitos.

A educação não sexista também busca incorporar conteúdos curriculares que reflitam a diversidade de experiências e perspectivas de gênero, abordando temas como: igualdade de direitos, contribuições femininas ao longo da história, linguagem inclusiva e desconstrução de normas e práticas discriminatórias que ocorrem no interior do próprio ambiente escolar. Dessa forma, cria um espaço inclusivo e equitativo, que proporciona as mesmas oportunidades de aprendizado, desenvolvimento e participação para meninos e meninas. 

Essa abordagem da educação ainda está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número cinco, que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar mulheres e meninas em diversas esferas sociais, incluindo a educação. 

Abaixo, você confere nove links que podem auxiliar os professores a melhor compreender o conceito de educação não sexista e formas de praticá-lo na escola.

Reportagem — 17 intervenções simples na escola para promover a igualdade de gênero (Instituto Claro)

A escola não está livre de reproduzir desigualdades de gênero. A partir de uma formação no Colégio Estadual Tomaz Édson de Andrade, em Maringá (PR), a professora da pós-graduação em educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Eliane Maio, e um coletivo de educadores refletiram sobre intervenções para promover a igualdade de gênero na educação básica. A lista inclui 17 possibilidades de transformações no ambiente escolar.  

Manual para uso não sexista da linguagem (Governo do RS)

O objetivo do manual é ajudar professores e outros servidores públicos a eliminar o uso de uma linguagem sexista e discriminatória na oralidade e documentos, promovendo equidade de gênero. Ele aborda como a linguagem pode contribuir para a discriminação contra as mulheres, exemplificando manifestações de sexismo e androcentrismo na língua, como o uso do masculino como genérico. Na sequência, oferece alternativas de substituições de palavras e termos. 

Reportagem — Como quebrar preconceitos contra mulheres nas aulas de educação física (Instituto Claro)

A matéria enfoca como ocorre o sexismo nas aulas de educação física, resultando na exclusão das meninas de atividades. Além disso, o artigo relata como o machismo também afeta as professoras dessa disciplina, sendo frequentemente preteridas nas atribuições de aulas para o ensino médio em favor de colegas do gênero masculino, e indicadas para atividades recreativas nas escolas.

Notícia — ONU Mulheres lança currículo e planos de aula para discutir gênero nas escolas (Instituto Claro)

“O Valente não é Violento” é um currículo lançado pela ONU Mulheres para fomentar a igualdade de gênero. Ele oferece aos professores seis planos de aula com as seguintes abordagens: sexo, gênero e poder; violências e suas interfaces; estereótipos de gênero e esportes; estereótipos de gênero, raça/etnia e mídia; estereótipos de gênero, carreiras e profissões: diferenças e desigualdades; vulnerabilidades e prevenção.

Cartilha — Igualdade também se aprende na escola: por uma educação não sexista, antirracista e não homofóbica (Gestos)

Apresenta experiências de formações para professores e alunos de escolas municipais do Recife (PE) sobre educação não sexista promovidas pela ONG Gestos — Soropositividade, Comunicação e Gênero. Os relatos bordam os desconfortos que ocorrem no ambiente escolar ao se provocar reflexões sobre gênero, padrões de comportamentos atribuídos a homens e mulheres, machismo, racismo, autonomia feminina sobre o seu corpo e LGBTQIAP+fobias. 

Cartilha — Por uma educação não sexista (Casa da Mulher Trabalhadora)

O documento apresenta tópicos como desconstrução do uso de cores vinculados a gêneros específicos; reavaliação dos conceitos do que é ser homem e mulher atualmente; mulheres importantes na história do Brasil; conquistas femininas importantes; preconceitos sobre orientação sexual e identidade de gênero. 

Cartilha — Sugestões para se combater sexismo nas escolas (Governo MS)

O material traz uma lista de práticas escolares a serem evitadas por promoverem desigualdade de gênero. Além disso, explica os conceitos de estereótipo, preconceito, equidade e gênero. 

Artigo — Educação não sexista, uma luta urgente e atual! (Observatório da Sociedade Civil)

As mestras em educação Amanda Mendonça e Julia Zanetti abordam a igualdade de gênero na educação, destacando como as diferenças entre homens e mulheres são frequentemente atribuídas ao sexo, perpetuando desigualdades e estereótipos. A escola, por sua vez, reproduz esses vieses em suas práticas, reforçando uma visão hierarquizada e excludente entre o feminino e o masculino. 

Vídeo — Projeto promove atividades com diálogo para alunos desconstruírem machismo

O projeto Okara, criado pelo educador físico Leonardo Oshiro, visa desconstruir padrões de masculinidade que contribuem para comportamentos machistas e violência contra as mulheres. Desde 2017, o projeto oferece atividades gratuitas para alunos de escolas públicas e organizações sem fins lucrativos na região metropolitana de São Paulo, buscando auxiliar os jovens a repensar a ideia de masculinidade e resgatar valores como autenticidade, compaixão, confiança, individualidade e responsabilidade. 

Veja mais: 

Atividades lúdicas e espaço exclusivo na escola ajudam a aproximar meninas das ciências

Língua portuguesa: atividades ajudam estudantes a identificar estereótipos de gênero nas propagandas

Língua portuguesa: respeito à pessoa LGBTI+ pode ser trabalhado por meio de filmes e produção de crônica

Para estimular respeito entre alunos, escola realiza ações contra homofobia

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