Reconhecido como um dos principais intelectuais do século 20, o filósofo francês Pierre Bourdieu (1930-2002) trouxe contribuições para entender processos educativos, em especial como as práticas escolares acabam por reproduzir as desigualdades sociais ao não valorizarem as hábitos e conhecimentos dos estudantes mais pobres.

Isso porque os saberes mais reconhecidos pelas escolas são mais fáceis de serem adquiridos nas classes com maior renda, que têm mais oportunidades de investir dinheiro em atividades culturais. É o que explica a pós-doutora em história da educação pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Marilda da Silva, entrevistada para a quarta temporada da série Pensadores na Educação.

“Quem fracassa nas escolas? Os pobres, porque a cultura erudita é difícil de ser adquirida por eles e é esse o conhecimento que a escola valoriza. Então, as classes populares chegam na escola com uma defasagem enorme”, diz Marilda, que é professora de Pedagogia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e uma estudiosa da obra de Pierre Bourdieu. “Ele deu uma contribuição altíssima para se compreender o fracasso escolar.”

Conheça os outros episódios da série:

Antonio Gramsci e a Escola Unitária
Florestan Fernandes e a democratização do ensino
Walter Benjamin e a Indústria Cultural na infância
Alexei Leontiev e a Teoria da Atividade

Veja também a primeira temporada, a segunda temporada e a terceira temporada dos Pensadores na Educação.

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