Cartografia é a arte e ciência de fazer mapas, representando o mundo de forma visual. Sua função é ajudar a entender a localização de lugares, a relações entre diferentes regiões e também planejar viagens e deslocamentos. Além disso, permite estudar e comunicar informações sobre a Terra de maneira clara e eficaz.
“Para os alunos, ela é importante para o conhecimento espacial e também para entender como a sociedade produz o espaço geográfico. A cartografia é indispensável para a interpretação dos elementos no e do espaço, ajudando-os a compreender o local onde vivem e a sua importância”, resume a mestra em geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Rozilene Miranda.
Na educação básica, a cartografia está prevista para ser apresentada aos estudantes no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio. Nesses dois momentos, é indicado utilizar jogos no processo de aprendizagem, como defende Miranda.
“A ludicidade no ensino de cartografia permite uma aprendizagem prazerosa e descontraída. Os jogos em sala de aula ainda motivam os discentes a testarem o seu potencial sobre o tema ao máximo”, compartilha a professora.
Conheça abaixo três jogos indicados por Miranda que podem ser utilizados no ensino de cartografia na educação básica.
1) Quebra-cabeça de escala cartográfica
A classe é dividida em três grupos, cada um representando uma região do Brasil escolhida por Miranda. O primeiro passo é eles criarem o quebra-cabeça do mapa da sua região. Para isso, as equipes recebem cola, tesoura, papel emborrachado e dois mapas: um com uma escala grande e outro com uma escala pequena. As peças são guardadas em um envelope e redirecionados a outro grupo.
Nesse segundo momento, a equipe que recebeu o envelope tinha como desafio montar os mapas de escala grande.
“Eles precisavam diferenciar as escalas, explicando o porquê de um mapa ser grande e outro pequeno. A equipe que finalizasse a montagem primeiro ganhava o jogo”, orienta a professora.
2) Caça ao tesouro com orientação geográfica
Inicia com a turma dividida em dois grupos. Cada um deles recebe um mapa do Brasil, outro do estado onde a escola está localizada, uma rosa dos ventos e uma bússola.
“Foram distribuídos seis pontos na área total da escola com localizações precisas com a marcação da bússola, de direção norte, sul, leste e oeste. Em cada ponto tinha uma caixa, onde dentro dela havia duas perguntas sobre o tema”, descreve a docente.
Cada grupo foi orientado a achar as localizações da escola utilizando os materiais fornecidos a eles, tendo como base dicas mencionadas pelo professor-mediador.
“Na medida em que eles iam encontrando, um componente do grupo ia para sala responder a pergunta relacionada à localização no mapa do país, do estado ou na localização da escola. Desta forma, os demais continuavam a localizar os outros pontos. O grupo que encontrasse a maior quantidade de pontos e respondesse corretamente às questões ganhava”, compartilha.
3) Batalha naval
A turma é dividida em dois grupos. É elaborada uma tabela constituída de colunas relacionadas de 1 a 10 e linhas de A a L. “As colunas são referentes aos meridianos e as linhas na horizontal, aos paralelos”, explica Miranda.
Além disso, foram ilustrados os graus referentes à latitude, com o marco 0° na metade, como ponto da Linha do Equador, com 0° a 90° para o norte e sul. “E indicando a longitude foi ilustrado o marco 0° referente ao meridiano de Greenwich com graus de 0° a 180° para oeste e para leste”, ensina.
A tabela foi ampliada em tamanho de nove folhas de papel A4 e colada em papel cartão para melhor resistênca. Nela, foram inseridos dois barcos grandes, quatro médios, três barcos pequenos, sete bombas, e o restante dos quadrados eram correspondentes à água.
“Os alunos não sabiam as localizações exatas delas [as embarcações], apenas o professor”, diz. Cada embarcação possui um nível de pontuação. “Seis pontos para barcos grandes, quatro para médios e dois para pequenos, totalizando 34 pontos no jogo em geral. As bombas equivaliam a menos um ponto se elas fossem marcadas pelos competidores. E quem marcasse em água passava a vez para a outra equipe”, relata.
Cada grupo escolhia uma linha e uma coluna para jogar, sendo que, ao escolher ambas, a equipe tinha que localizar o ponto. “Por exemplo: C8 está correspondente a 60° latitude sul e 120° longitude oeste, e assim sucessivamente”, diz.
A equipe vencedora do jogo era aquela que marcasse mais pontos, ou seja, que acertasse maior número de embarcações.
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Crédito da imagem: skynesher – Getty Images
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