Alertar sobre o combate ao câncer infantojuvenil por meio da divulgação dos sintomas da doença. Esse é o objetivo da campanha Setembro Dourado. A iniciativa, que ocorre desde 2008, é idealizada pela Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc) e lembra que toda pessoa, quando bem informada à respeito da doença, serve como um difusor de informações entre amigos, parentes e colegas de trabalho.

“Caso venha a identificar alguns dos sintomas do câncer infantojuvenil em um filho, sobrinho, neto, enteado ou afilhado, ou até mesmo um filho de um amigo, a pessoa saberá como agir, indicando que o responsável pelo menor procure um médico”, justifica o presidente da Coniacc, Rilder Campos.

“A partir do momento que se tem conhecimento sobre as causas e sintomas, ela procurará ajuda o mais breve possível. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais chances de cura. Ao final, toda a sociedade ganha”, destaca.

Reconhecer os sintomas da doença ajuda a buscar diagnóstico precoce (crédito: divulgação)

Entre os sinais e sintomas do câncer infantojuvenil estão: palidez; sangramentos ou manchas roxas sem traumas; febre prolongada sem causa definida; vômitos e dores de cabeça persistentes, principalmente pela manhã.

Pode ainda ocorrer alteração da marcha, da visão ou diminuição da força em pernas ou braços. Caroços em qualquer lugar do corpo; ínguas; dores no corpo e brilho branco nos olhos quando a criança ou o jovem aparece em uma fotografia que foi tirada com flash.

“Nossa principal bandeira é divulgar os sinais de sintomas e transformar isso numa cultura, reforçando que o câncer infantojuvenil é um problema de todos”, sintetiza.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), haverá mais de 12 mil novos casos de câncer infantojuvenil e, com o diagnóstico precoce, aproximadamente 80% poderão ser tratados com a doença ainda no início.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) lembra que a descoberta tardia faz da enfermidade a segunda causa de morte em crianças menores de 15 anos, perdendo apenas para fatores externos.

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