Leonardo Valle

Pessoas interessadas no tema do feminicídio podem encontrar conteúdos produzidos por coletivos feministas e de direitos humanos buscando pela hashtag #ArmadasDeInformação em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram. A ação coletiva faz parte de uma campanha homônima do Instituto Patrícia Galvão em parceria com a Ação Educativa, Nós Mulheres da Periferia, Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, Blogueiras Negras e Mídia Índia, além do projeto Diálogos Nórdicos – iniciativa das embaixadas da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, no Brasil – e do Instituto Cultural da Dinamarca.

“O objetivo principal da ação é levantar o debate sobre como a flexibilização da posse de armas no Brasil pode afetar diretamente a vida das mulheres, em um país que já é considerado a quinta nação do mundo que mais mata pessoas do gênero feminino”, explica a jornalista do Instituto Patrícia Galvão, Eliane Barros.

“O ponto forte da campanha é que ela foi construída por um coletivo diversos de mulheres, trazendo vozes de negras, LGBTs, indígenas e periféricas, que são mais afetadas pela violência”, acrescenta.

O site da campanha Armadas de Informação também conta com informações sobre o tema. “Produzimos cards para trazer dados, esclarecer termos como feminicídio e o círculo da violência, além do depoimento de especialistas.”

Dados do DataSus, do Ministério da Saúde, apontam que 2.339 mulheres foram mortas com armas de fogo no país em 2016 – metade do homicídio do gênero feminino naquele ano. Dessas, 560 foram assassinadas em suas casas.

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Crédito da imagem: milicad – iStock

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