A falta de acesso a recursos, infraestrutura e até conhecimento por parte da população para cuidados que envolvam a própria menstruação é chamada de pobreza menstrual. Essa é uma realidade que atinge estudantes em idade escolar. Segundo estudos recentes da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), uma em cada quatro estudantes do Ensino Fundamental falta às aulas durante o período menstrual no Brasil por não ter dinheiro para comprar absorventes.

Neste vídeo, o Instituto Claro foi conhecer a iniciativa da Emef Desembargador Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz, que, além da distribuição de materiais de higiene, realiza campanhas de conscientização, palestras e orientações individuais sobre o assunto. Segundo a professora Adriana Bimbati, o papel dos educadores é fundamental no combate à falta de informações sobre a pobreza menstrual. “Eu acredito que uma das soluções primordiais para que os tabus sejam quebrados é o diálogo”, afirma. Na unidade, pelo menos 400 estudantes, do 5º ao 9º ano, participam das ações, incluindo os meninos.

Desde 2021, a Prefeitura de São Paulo sancionou uma lei (PL 388/2021) que garante o fornecimento de absorvente e outros itens de higiene para estudantes da rede municipal de ensino.

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