No Brasil, cerca de 50% de toda a quantidade de resíduos produzidos em uma residência são restos de alimentos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A maioria desse material orgânico vai acabar em aterros sanitários quando poderiam ser reciclados por meio da compostagem.

Na compostagem termofílica esse processo acontece por meio da geração de calor. De acordo com a agricultora urbana Rita Cavaliere, todos os tipos de resíduos orgânicos podem ser reaproveitados na composteira termofílica, menos fezes de animais, absorventes, fraldas e bitucas de cigarro.

Adepta da agroecologia, Cavalieri tem uma horta orgânica localizada na zona norte de São Paulo. Além de comercializar seus produtos livres de agrotóxicos, também disponibiliza sua composteira para a comunidade, amigos e clientes que queiram diminuir a quantidade de resíduos nos aterros. O adubo que resulta da atividade volta para a própria horta. Para Cavalieri, esse ciclo gera conscientização: “O mais importante é que a pessoa saiba para onde pode levar o seu lixo e que aquele lixo vai voltar para a terra com vários benefícios”.

Neste vídeo, o Instituto Claro foi até a horta urbana “É hora da horta” para entender um pouco mais sobre o que é uma composteira termofílica, como funciona e quais são os benefícios para o meio ambiente.

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