“Praticamente todo mundo conhece alguém que quer melhorar o inglês, mas tem vergonha de praticar e não consegue encontrar alguém para conversar. Ou não tem condições financeiras para arcar com aulas particulares. Alguns até já tentaram usar sites para conversar com estrangeiros, mas sofreram com assédio e condutas inadequadas”, introduz Amanda Galvão, de 26 anos, sobre o problema que o aplicativo TalkInn pretende solucionar. O app foi o vencedor da 10ª edição do Campus Mobile na categoria Educação e está quase pronto para decolar.
A ideia é simples: unir pessoas que querem se comunicar em inglês para melhorar o domínio da língua. O projeto, no entanto, trabalha com ferramentas mais ambiciosas para realmente promover um ‘match’ seguro para os usuários, garantindo que as pessoas que vão conversar estejam com as mesmas intenções, tenham os mesmos temas de interesse e estejam no mesmo nível do idioma.
Além de Galvão, o projeto é obra de outros dois recém-formados em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Vitor Giudice e Afonso da Fonseca Braga. Eles contam que a ideia do aplicativo surgiu alguns meses antes do concurso e eles resolveram se inscrever porque já conheciam outros colegas da universidade que haviam participado de edições anteriores do Campus Mobile.
“Durante o programa desenhamos um ‘roadmap’ para os anos de 2022 e 2023, e pretendemos segui-lo para continuar consolidando o app no mercado, prospectando os primeiros clientes, e indo em busca de mais parceiras e possíveis investimentos para crescer ainda mais”, pontua Galvão.

Desafios de programação
Para a engenheira, a maior dificuldade durante a trajetória no programa foi a falta de um programador mobile na equipe. “Tivemos que aprender do zero uma outra técnica de programação. Porém, a experiência de implementar um novo conhecimento na prática enquanto participávamos da competição foi muito engrandecedora”, avalia. “Desenvolver o protótipo desde a idealização do design, até a finalização do aplicativo foi bastante desafiador, mas estávamos tão focados e empolgados com o projeto que isso serviu para dar ainda mais impulso”, completa Galvão.
Ela conta, ainda, que na fase final a equipe fez testes do aplicativo com mais de 100 voluntários. “Também interagimos com mais de 10 instituições em um processo de benchmarking, em busca de feedbacks e identificação de oportunidades”, compartilha. A possibilidade de entrar em contato com usuários reais fez toda a diferença para ela: “Essa experiência foi divertida para nós, pois foi possível conhecer pessoas reais que sentem a dor que nos propomos a resolver. Elas foram fundamentais para identificar novas funcionalidades e mudanças que precisávamos fazer dentro do projeto para que o aplicativo ficasse melhor”.
A ansiedade agora fica por conta dos planos de continuação do desenvolvimento do aplicativo neste ano e no próximo e pela viagem ao Vale do Silício (EUA), prêmio do Campus Mobile. “Sempre acreditei na importância da difusão do conhecimento, espero aprender muito com as experiências vividas por lá [nos Estados Unidos], e utilizá-las não só na TalkInn como também espalhar nas iniciativas sociais de que faço parte”, destaca Amanda Galvão.
Veja mais:
Aplicativo LoriComunica pretende ajudar pessoas com dificuldades na comunicação verbal