Sentir na pele os efeitos das mudanças climáticas em curso no planeta, aprendendo de forma lúdica e interativa o que os livros só explicam por fotos e palavras. Foi o que ocorreu durante o Green Nation Fest, evento que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 31 de maio e 7 de junho, com o patrocínio da Claro, e que utilizou recursos tecnológicos para representar os diferentes efeitos danosos do aquecimento global.

Fernando Gallo

Participante descarta celular usado em urna do Claro Recicla
Instituto Claro incentivou descarte de aparelhos celulares

O Green Nation Fest contou com uma urna do projeto Claro Recicla, que recolheu celulares e baterias inutilizadas durante os oito dias de evento. Cerca de 200 celulares foram descartados na ação. O analista de TI Paul Garrido foi um dos que participaram levando aparelhos para descarte. Ele conta que outros funcionários da empresa em que trabalha também levaram seus aparelhos e baterias que não estavam mais em atividade. “Todos queriam descartar de uma forma legal, sem jogá-los no lixo convencional, o que fatalmente os levaria a um lixão”, afirma.

“Ver uma floresta queimando, uma geleira se desfazendo ou uma casa sendo invadida pelas águas das chuvas. As crianças normalmente só aprendem sobre isso nos livros didáticos. Aqui elas puderam ver e sentir esses efeitos com a ajuda de recursos tecnológicos, como som, imagem e softwares”, conta Marcos Didonet, diretor-geral e idealizador do projeto.

Fernando Gallo

Instalação simulou situação de degelo

Nos oito dias de evento, cerca de 30 mil pessoas, a maior parte estudantes, puderam visitar enormes tendas montadas para representar cada um desses acontecimentos climáticos. A geleira em derretimento, por exemplo, foi apresentada em um complexo sistema de refrigeração que reduziu a temperatura do espaço em mais de 10 graus. Lá dentro, imagens projetadas nas paredes mostravam enormes pedaços de gelo se despedaçando. Tudo isso com um equipamento de som capaz de reproduzir os ruídos das pedras de gelo em queda.

A pedagoga Beatriz Oliveira, da Escola Despertar, de Duque de Caxias, região metropolitana do Rio, responsável por um grupo de 60 crianças entre 3 e 12 anos que visitou o local, conta que seus alunos reagiram bem aos ensinamentos. “Hoje, as crianças convivem o tempo todo com a tecnologia. Poder contar com a ajuda dela para ensinar lições a elas é valioso. Elas ficam muito interessadas. Prestam mais atenção e certamente têm maior facilidade para aprender”, diz.

Os estudantes Pedro Santos e Ana Ramos, do segundo ano do ensino médio do Colégio Pedro II, também aprovaram a iniciativa. “É interessante poder ver e sentir aquilo que lemos nos livros. Achei a iniciativa muito útil”, comentou Ana.

Além das experiências sensoriais, quem esteve no Green Nation pode participar da Competição de Cinema e Novas Mídias, votando nas melhores obras sobre sustentabilidade. O evento teve ainda a Mostra Internacional de Cinema, com nove longas-metragens, e Seminários Internacionais sobre economia verde e criativa abertos para debates.

Fernando Gallo

Um dos ambientes climáticos imersivos simulava uma enchente

O idealizador do festival conta que se inspirou nos trabalhos de quatro cientistas do IPCC (sigla em inglês que significa painel intergovernamental para a mudança climática) para criar o evento. Segundo ele, a produção científica global sobre o tema passa de 4.000 estudos, mas faltavam formas de torná-los acessíveis ao grande público. “É aí que entra a tecnologia. Com os recursos oferecidos por ela pudemos tornar totalmente acessíveis e compreensíveis informações sobre mudanças climáticas que ocupam milhares de páginas de estudos científicos”, resume.

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