Que tal encontrar um espaço na agenda para ler e discutir literatura? Pois essa é a proposta dos clubes de leitura, atividade simples que continua a crescer mesmo com tantos avanços tecnológicos. As reuniões podem ser realizadas em qualquer lugar: bibliotecas, escolas ou salões de prédio.

“Os clubes podem acontecer uma vez por semana, a cada quinze dias ou até uma vez por mês. Selecionamos quantos capítulos ou páginas devem ser lidos para cada encontro e discutimos as questões importantes sob a ótica de cada participante, usando referências de várias linguagens. Como foi o caso do clube de leitura de Edgar Allan Poe, em que músicas compostas tendo por base os contos foram ouvidas, dentre elas ‘Murders In The Rue Morgue’, do Iron Maiden”, conta a funcionária da biblioteca do Centro Cultural Vila Santa Rita, de Belo Horizonte (MG), Shirley Rodrigues.

No clube de leitura da Vila Santa Rita, são os próprios frequentadores da biblioteca que escolhem as obras a serem lidas.  “Buscamos atender as necessidades da comunidade. Um ótimo exemplo é o clube de leitura Divina Comédia que surgiu graças ao interesse de um leitor de 82 anos pela obra de Dante Alighieri”, descreve Shirley. E na hora de organizar as discussões, geralmente, o bibliotecário atua como mediador, mas já houve clubes em que os próprios leitores também foram responsáveis por isso. “Já aconteceu, por exemplo, no clube da série dos  Jogos Vorazes”, lembra.
Crescimento pessoal
No Colégio São Luís, em São Paulo (SP), o clube de leitura ocorre uma vez por mês em diferentes espaços da biblioteca. Os participantes são os alunos do ensino médio noturno.
“Os clubes de leitura são importantes, pois além de despertarem o gosto pela leitura, desenvolvem habilidades como a interpretação de conceitos das várias áreas do conhecimento, o reconhecimento de valores sociais e humanos e, principalmente, o posicionamento crítico”, defende a professora de literatura Renata Alves da Silva.
No dia do encontro, os alunos não apenas discutem os conteúdos do livro lido como também são desafiados a produzir outras formas de arte com o tema da obra. “Assim, ocorrem dramatizações, declamações de poesias e apresentações de músicas. Tudo produzido pelos alunos”, destaca Renata.
Para a professora, há um retorno aos clubes de leituras, o que não só proporciona um crescimento acadêmico, mas também crescimento pessoal dos participantes. “É gratificante ver o quanto o aluno amplia seu conhecimento de mundo e sua bagagem cultural”, finaliza.

Clube de leitura do Colégio São Luís, em São Paulo (SP)
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