O Campus Mobile terá em breve o seu segundo momento presencial. Isso significa que a primeira edição do programa está chegando ao fim. A apresentação dos protótipos das ideias e a premiação dos três talentos com melhor desempenho no Programa, selecionados entre 90 jovens universitários de diferentes regiões do Brasil, acontecerá no fim de julho, nos dias 25, virtualmente, e 26, presencialmente em São Paulo. Até lá muitas ideias ainda serão discutidas e caminhos explorados, com foco na criação de soluções para dispositivos móveis.

Nos preparativos para a banca de avaliação final, Roseli de Deus, coordenadora da equipe do LSI-TEC (Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico) – instituição parceira do programa -, destaca que a dinâmica estabelecida entre os participantes foi bastante positiva e que nos últimos meses observaram-se muitas parcerias entre estudantes de perfil técnico e de perfil criativo, uma vez que o programa foi aberto a todos os cursos de graduação. “O primeiro encontro presencial foi muito importante para isso. Ali, os participantes, mesmo de diferentes áreas, se entrosaram, já tiveram uma ideia do que eles poderiam articular e a partir de então foram colocando em prática as alianças no ambiente virtual”, afirma.

O ambiente ao qual Roseli se refere foi desenvolvido na plataforma Moodle especialmente para o Campus Mobile. Por meio desse espaço, os participantes receberam o apoio de tutores para o desenvolvimento dos aplicativos para dispositivos móveis, com a realização de tarefas mensais. As atividades são individuais ou em grupo e específicas para cada um, definidas de acordo com o grau de evolução do projeto e com os conhecimentos dos participantes. A proposta é dar ritmo ao processo de desenvolvimento dos aplicativos, estabelecendo metas para a entrega de resultados dentro dos projetos. “Os tutores acompanham semanalmente os estudantes. Eles sabem que é preciso tratar cada caso de forma individual, pois os participantes são pessoas com diferentes experiências e dificuldades, desenvolvendo aplicativos que também são diferentes entre si”, conta Roseli.

O desafio de ser autônomo

Rafael Barrera

Semana presencial incentivou o contato e a troca de informações entre os participantes do Campus Mobile

Para Alexandre Martinazzo, um dos tutores e instrutor do ambiente online, uma das vantagens do espaço é permitir a interação entre os diversos estudantes envolvidos no desenvolvimento de aplicativos, para debater e dar sugestões sobre seus projetos. Além das interações mensais programadas, os tutores estão sempre disponíveis para responder dúvidas e discutir questões sobre o andamento dos trabalhos. Para Alexandre, é um desafio contar com um perfil tão variado de participantes. “Para os que não conhecem muito sobre programação, o software que usamos para a criação de aplicativos (App Inventor) facilita bastante a tarefa. Além disso, muitos deles fizeram parcerias com outros universitários que podem auxiliar nesse processo de desenvolvimento”, conta.

Divulgação

Joab Alves usou a geolocalização para criar app de mapeamento colaborativo

Um dos mais entusiasmados nas redes sociais desde o início do programa, o estudante Joab Alves, aluno do curso de Ciência da Computação no Centro Universitário de João Pessoa, está correndo contra o tempo para finalizar o seu projeto. Ele foi selecionado por sua proposta de criar um aplicativo que contempla a colaboração em rede, formulando um grande mapa interativo. A ideia é gerar uma ferramenta que identifique locais de utilidade pública. O mapeamento será feito com o auxílio dos usuários, que contribuem com a identificação e com informações sobre lugares, acontecimentos e necessidades que englobem questões importantes, como saúde e segurança. Assim, uma pessoa pode adicionar informações relevantes sobre acessibilidade em clínicas e hospitais, sobre locais que sejam foco de violência ou até mesmo dados sobre espaços de lazer.

Joab conta que está feliz com os vínculos que criou com outros participantes do Campus Mobile e com as trocas de conhecimento que teve com eles. Além do espaço virtual para a discussão dos projetos, os estudantes também estão integrados em um grupo no Facebook, onde discutem assuntos mais gerais, ligados a tecnologia e aplicativos.

A expectativa é que, com a finalização dos projeto, novos negócios sejam desenvolvidos para benefício da sociedade ou de comunidades específicas. A premiação está garantida para os três melhores avaliados: o primeiro lugar receberá R$ 5 mil, o segundo ficará com R$ 3 mil e o terceiro colocado levará o valor de R$ 2 mil.

Os premiados, diz Martinazzo, serão aqueles que mais evoluíram nos seis meses do programa, e isso sugere ter se empenhado nas questões técnicas, ter sido criativo, articulado, demonstrado perfil empreendedor e, por fim, claro, ter conseguido chegar a uma solução de fato útil para a sociedade. “Estamos ansiosos para ver os resultados dos projetos selecionados nesta primeira edição do programa. Acreditamos nas aplicações criativas e inovadoras que foram propostas. O bom entrosamento entre os participantes acabou sendo um diferencial e certamente será percebido no resultado final”, afirma Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro.

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atualizado em 18/07/2012.

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