Evidências científicas mostram que um maior consumo de alimentos ultraprocessados está associado a efeitos negativos na saúde em diferentes fases da vida, aumentando risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade e doenças crônicas.

Nos últimos 30 anos, o padrão alimentar brasileiro incluiu mais ultraprocessados e se tornou mais danoso para a saúde pública, segundo uma pesquisa do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens). É de autoria do núcleo o Guia alimentar para a População Brasileira, uma publicação com reconhecimento internacional por sua eficácia e orientação na área de nutrição.

Política pública

Para a pesquisadora do Nupens Cláudia Pastorello, reduzir o impacto do consumo de ultraprocessados hoje também é uma atitude política. “Nem todo mundo tem acesso a comida de verdade perto da sua casa. Então entender que a sua realidade te permite acessar alguns alimentos e outros não tanto é entender que você não está sendo defendido pelos atores que tem o compromisso de te defender”, sintetiza Cláudia.

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