Leonardo Valle

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou um relatório sobre o monitoramento da violência no campo. Segundo o documento, aproximadamente um milhão de pessoas foram afetadas por conflitos relacionados à terra, água e trabalho. Isso equivale a um crescimento de 36% entre 2017 e 2018.

Outro dado alarmante é que o número de confrontos aumentou em 4%, passando de 1.431 para 1.489. A Amazônia Legal – área da floresta amazônica que envolve nove estados brasileiros – é a principal região de disputas, abrangendo aproximadamente metade dos conflitos.

O relatório ainda aponta queda no número de assassinatos entre os dois anos, de 71 para 28 mortes. Entretanto, 57% dos assassinados foram de lideranças rurais, indígenas e quilombolas. Para a entidade, esse dado remete a ações coordenadas com o objetivo de enfraquecer esses movimentos sociais.

Além disso, o levantamento destaca o aumento de conflitos relacionados à água: de 197 e com 35,4 mil afetados, em 2017, para 276 com 73,6 mil pessoas afetadas, em 2018. Mais de 80% dos envolvidos eram pescadores e ribeirinhos. Metade dos embates foi provocada por mineradoras.

Com Greenpeace

Veja mais:
Mudança na demarcação de terras prejudicará indígenas e quilombolas, para entidades do setor

Crédito da imagem: Elvis Marques/CPT Nacional

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