Estabelecer um diálogo com homens que cometem violência contra a mulher pode ser tarefa desafiadora, mas é importante para que o crime seja combatido. Para fomentar esse tema, está no ar a cartilha online “Como conversar com homens sobre a violência contra as mulheres”.

A publicação, iniciativa do Instituto Avon, do Papo de Homem e do Quebrando o Tabu, reúne dicas tanto para conversar com os que cometeram abuso e violência quanto os que desejam apoiar a causa.

“Muitos ainda argumentam que lei de proteção às mulheres é privilégio; desconfiam e reagem mal ao termo igualdade; relativizam abuso de maridos com suas esposas”, destaca o guia.

Segundo o documento, a prática mostra que há palavras e locuções que são ”gatilhos negativos”. Isto é, quando usadas em um argumento, tendem a diminuir as chances de se manter o diálogo e atraem contestação e raiva.

“Estes gatilhos são: gênero, ideologia de gênero; igualdade, igualdade entre homens e mulheres, igualdade de gêneros; feminismo, feminista; machismo, machista; e também questões sobre o que é assédio (todas as variações e derivações)”, lista o texto.

Entre as orientações relacionadas ao diálogo com agressores, estão: esperar  para conversar com ele quando estiver calmo; dizer, de maneira direta, que foi um caso de violência e que a pessoa precisa ser responsabilizada por seu ato.

Para os possíveis apoiadores da causa, a cartilha recomenda lembrar que “caras bons” podem cometer agressões, não se calar diante de um caso de violência doméstica, ajudar a orientar outras pessoas e lembrar que denúncias “falsas” de mulheres são exceções.

A publicação traz, ainda, uma pesquisa que apresenta sobre quais assuntos as pessoas gostariam de saber mais, para ajudá-las nos diálogos mais difíceis. Os cinco temas mais citados foram: o que é consentimento (42,5%), como a violência doméstica impacta as crianças (35,5%), igualdade de direitos (34,7%), por que elogios e cantadas são prejudiciais (30,9%) e divisão de tarefas (27,1%).

Veja mais:

“Falar sobre masculinidade tóxica é um caminho a ser seguido por quem busca igualdade”, afirma Tulio Custódio

Homens acusados de cometer violência doméstica fazem curso para desconstruir estereótipo machista

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