Para que as novas tecnologias entrem na sala de aula e estudantes da rede pública possam ter acesso a materiais multimídia e ao ensino híbrido – acelerado pela pandemia de Covid-19 – , a conexão à internet precisa ser de qualidade. Com o objetivo de dar suporte ao poder público com dados e referenciais técnicos para a adoção de políticas públicas nessa área, foi criado o projeto Conectividade na Educação, coordenado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) .

O Instituto Claro se tornou parceiro da iniciativa em setembro de 2020 e participou de três meses de trabalho junto a representantes dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de outros provedores de internet e da sociedade civil. Dos encontros, surgiu uma primeira ferramenta importante: o Mapa da Conectividade, que oferece análise da banda larga em parte das escolas públicas brasileiras.

Mapa da Conectividade

A ferramenta foi lançada na segunda-feira (30/03), durante o “Seminário Internacional: repensando o papel das Tecnologias na Educação”, evento online que ficou disponível no YouTube. O mapa interativo reúne informações de 27 mil escolas, onde há medidores do NIC.br instalados. Nele, é possível verificar o desempenho da banda larga em cada região e estimar se a conexão está adequada ou deficiente. Os dados possibilitam fazer uma análise ampla e identificar áreas mais vulneráveis.

Os medidores são distribuídos gratuitamente e já estão presentes em escolas públicas de 3,5 mil municípios, nas cinco regiões do país. Além disso, os aparelhos que ficam fora das escolas permitem fazer uma comparação da conexão da escola com o seu entorno. Assim, é possível entender se a banda larga do colégio é melhor ou pior que a das residências e comércios da mesma região, facilitando a identificação de problemas.

A ferramenta fornece dados como a velocidade de download e upload, tecnologias para conectividade disponíveis (fibra óptica, satélite, rádio, etc.), latência entre as instituições de ensino e seu entorno, e se a internet é utilizada durante atividades pedagógicas, ou se fica restrita à parte administrativa da instituição. Embora seja um instrumento pensado para gestores, o mapa pode ser acessado por qualquer pessoa e traz informações valiosas sobre o avanço das conexões na educação brasileira.

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