Plantas alimentícias não convencionais, mais conhecidas como PANCs, são vegetais, frutas, flores e sementes pouco usadas na alimentação da maioria da população das cidades e quase nunca vendidas em supermercados. Muitas delas são plantas de desenvolvimento espontâneo, facilmente encontradas em jardins, hortas, quintais e até mesmo em calçadas de rua. Esse tipo de cultivo é uma alternativa sustentável para inovação de hortas em ambientes escolares, pois são mais resilientes, além de ricas em nutrientes.

Na escola municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo (SP), uma iniciativa de estudantes, professores e voluntários trouxe as PANCs para dentro do ambiente escolar, o que aumentou a oferta do cardápio da merenda e diversificou o potencial pedagógico da horta. O público alvo do projeto são alunos de 3°, 4° e 5° ano, mas as plantas estão ao alcance de toda a escola, que atende estudantes de ensino fundamental I e II.

Horta pedagógica

“Uma horta pedagógica é ótima para mostrar para as crianças [como] os alimentos que não vem na embalagem de plástico ou só vendem na feira são cultivados. Alguém plantou, cuidou e colheu”, explica a voluntária Talita Marciano.

Para a professora Silmara Cardoso, é importante lembrar que o termo “não convencionais” nem sempre se aplica aos povos indígenas, ribeirinhos e caiçaras, que fazem uso dessas mesmas plantas cotidianamente. Essa contradição serve de embasamento para a aprendizagem. “Quando você fala dessas PANCS, você vai falar da história e [vai] conhecer a cultura desses povos”, aponta.

Neste vídeo, o Instituto Claro foi conhecer a horta PANC da Emef Desembargador Amorim Lima para falar do projeto, dos valores nutricionais das PANCs e dos usos pedagógicos desse tipo de horta na escola.

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