A segunda edição do programa Campus Mobile aconteceu em julho e premiou as ideias de aplicativos desenvolvidas por 12 jovens, nas categorias Tecnologias Sociais e Empreendedorismo. Os estudantes Ana Paula Ferreira, Dirceu Teixeira e José Carlos Bueno foram os vencedores da categoria Tecnologias Sociais e, como prêmio, embarcaram na sexta-feira (4) para Boston, nos Estados Unidos, para uma experiência de uma semana no MIT (Massachussets Institute of Technology). Além de conhecer a estrutura do MIT – um dos maiores centros de tecnologia do mundo – os jovens vão aprofundar o conhecimento que têm sobre empreendedorismo e desenvolvimento de aplicativos, acompanhados do tutor Alexandre Martinazzo, do LSI (Laboratório de Sistemas Integráveis), da USP.
Durante esta semana, vamos acompanhar a viagem dos participantes do Campus Mobile – tanto aqui no portal, quanto nas nossas redes sociais. Já na ida, Ana Paula Gomes contou um pouco sobre sua experiência desde a inscrição no Campus e falou sobre a importância de se arriscar para alcançar resultados. Abaixo, leia um trecho do relato que ela publicou em seu blog “Em Busca do Sim”.
Faça alguma coisa!
Me lembro do momento exato em que olhei o site do Campus Mobile. Depois de ler um pouquinho, descobri que era um concurso de ideias de aplicativos voltado para universitários. Nele, tinha uma chamada que dizia: prêmio para a categoria Tecnologias Sociais: uma viagem para o MIT. Eu pensei: “uma viagem pro MIT, legal!”. Então topei o desafio pra ver como era, sem imaginar que pudesse ganhar. Sabe aquela sensação de comprar um bilhete de rifa? Então… 🙂
Quando vi o meu nome (representando o Radar – projeto meu e do Ricardo Tassio, meu sócio) na lista de semifinalistas, fiquei eufórica. Até então, estar na semifinal significava passar uma semana em São Paulo, aperfeiçoando a ideia com os tutores e conhecendo outras iniciativas. Porém, ao chegar em Sampa, a história foi um pouco diferente.
O que aconteceu
Foi muito mais do que eu pensava. Os participantes se tratavam como colegas de sala (daquele tipo unido), não havia clima de competição ou alguém querendo saber mais que outrem. Quem tinha domínio em algum assunto ajudava quem precisava. Havia pessoas de várias áreas: pedagogia, administração, computação, publicidade. E gente de todas as partes do país: Paraíba, Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo… e Bahia!
Além da interação maravilhosa entre os participantes, a maioria dos tutores era muito boa. O Instituto Claro (organizador do evento) promoveu palestras durante a semana. Destaque especial para a palestra do Rafael Barbolo (da InfoSimples) sobre a sua experiência com startups. Barbolo contou sua trajetória empreendendo, seus fracassos e acertos. Nossa, acho que os meus olhos não paravam de brilhar. Que exemplo! E que equipe! Seus sócios, Débora e Rafael também, muito acessíveis.
A Qualcomm, parceira no evento, montou um laboratório de testes para Android. Cara, quanto aprendizado. Em uma semana apenas pude crescer em conhecimento técnico e, principalmente, crescer como pessoa.
(…)
O resultado
E enfim, o dia da final chegou. Deixei toda a apreensão na Bahia e fiz o meu melhor na apresentação. Fui sincera. Fui em busca do sim…
E o resultado? Premiada na categoria Tecnologias Sociais. Ganhei a viagem pro MIT, pra onde estou a caminho agora mesmo.

Sabe o que eu quero dizer com este relato? Faça alguma coisa! Eu não imaginava, nem nos meus mais loucos sonhos, estar aqui, mas um dia resolvi tentar.
Um dia um colega de curso me perguntou a respeito do Radar, sobre como era a ideia e o modelo de negócios. Eu o expliquei rapidamente e ele me disse: “é uma ideia besta, não é? Eu tenho várias ideias, mas a diferença é que eu não faço nada”. Quase ter feito e não fazer dá o mesmo resultado. Tem gente que acha que as coisas acontecem comigo por sorte. Mas não é. É tentativa.
Lembre-se: o “não” você já tem. Vá em busca do sim! Escolha sair da sua zona de comodismo. Não é um dom, não é talento. É uma atitude.
(…)
Saiba mais sobre os projetos premiados com a viagem:
Ana Paula Ferreira, com o projeto Radar
Todos nós encontramos problemas ao andar pela cidade. Mas… E se pudéssemos fazer um mapa coletivo dessas falhas? Essa é a ideia da estudante baiana Ana Paula, que desenvolveu o aplicativo Radar, um sistema de gestão de denúncias de problemas relacionados à limpeza urbana, ao transporte, à saúde, à segurança e à educação.
A cidade de Boston, onde Ana Paula está agora, conta com um aplicativo semelhante – o que deve ajudar a estudante a aprimorar seu próprio projeto.
Veja mais sobre o Radar aqui: http://radardenuncias.com.br/
Dirceu de Medeiros Teixeira, com o projeto Save Me
Quando andamos por lugares afastados da cidade ou quando chegamos a um novo lugar, não conhecemos as zonas de perigo. O projeto de Dirceu, Save Me, pretende criar um “GPS da criminalidade” e sugerir novas rotas quando a pessoa está se aproximando de lugares perigosos.
José Carlos Bueno de Moraes, com o projeto EarUP
José Carlos desenvolveu um aplicativo que, com o auxílio de uma placa comercializada para cinemas, teatros e casas de espetáculos, traduz em textos e imagens os áudios de peças, shows e filmes para pessoas com deficiência auditiva e déficit de atenção.
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