O blog convidado do mês é o Ludimídia, de Rozane Suzart, que dá dicas de formas criativas de utilizar as novas tecnologias na educação.

Sabemos que o uso das tecnologias na educação pressupõe uma produção científica, artística, investigativa. Não importa aqui, se essa tecnologia é um hardware ou um software, só sabemos que seu direcionamento tem como base – ou deveria ter ao menos – uma atitude criadora. As tecnologias são frutos do conhecimento humano, construído historicamente.

Ironicamente, é da mesma atitude criadora no ensino-aprendizagem, que nasce o processo artesanal, feito a mão, fora dos moldes industriais, carregados de sentidos culturais próprios, livres da competição do consumismo, do ser consumido, de nascer para o mercado.

É nesse sentido que trazemos o artesanal aqui: como algo especial, único – sendo coletivo ou pessoal – embriagado de uma essência simbólica, expressa na forma, na técnica, nos recursos utilizados etc.

No processo criativo de dinâmicas com tecnologias na educação o fazer artesanal tem destaque. Seja na criação de um cenário, de personagens, de figurinos, de maquiagem, utensílios etc.

Interagem todo o tempo as máquinas e seus dispositivos, os softwares e seus aplicativos com o mundo artístico, imaginário, cheios de identidades que mesclam-se num só processo de criação, de forma que torna-se um estilo próprio do amadorismo.

E, amadorismo aqui, não contrapõe o profissional, mas está de acordo com ato de criar, produzir, simplesmente por amar – como nos lembrou o amigo Ricardo Graça, autor do livro de Animação e Softwares Livres.

Por isso, a produção artesanal por si só é carregada de afetividade. Não impõe a sua linguagem ao processo tecnológico, mas dialoga e complementa uma forma de criação que tem como eixo, a experimentação.

Experimentar, dialogar, colaborar e humanizar as tecnologias é um papel atribuído as manifestações artísticas contemporâneas. Entretanto, cabe uma reflexão: quais os critérios definidos para dizer se um artefato artístico ou tecnológico é ou não humano?

Talvez o seu direcionamento e a compreensão de que as novas idéias não anulam as antigas…só as complementam, por mais divergentes que sejam.

Concluindo – por enquanto – , está intrínseco os processos artesanais no uso criativo das tecnologias na educação. Ou não! =) o que você acha?

O Instituto Claro abre espaço para seus colunistas expressarem livremente suas opiniões. O conteúdo de seus artigos não necessariamente reflete o posicionamento do Instituto Claro sobre os assuntos tratados.

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