Como professora de língua portuguesa, ensino que a leitura é muito importante para nosso desenvolvimento, ela nos leva a lugares que nunca fomos, nos faz viajar mexendo com nossa imaginação. Mas como ensinar os alunos a gostarem de ler? Como desenvolver o prazer da leitura em plena era digital?

Essa tarefa não é fácil. Há muitas implicações. O professor precisa atentar para a faixa etária de seus alunos, qual a melhor indicação de leitura para eles. Saber qual gênero textual desperta o interesse dessa turma. Se eles já leem, o que eles gostam e por quê?

Uma grande aliada nessa tarefa são as coleções de livros que as editoras publicam. Um exemplo que continua muito atual é a coleção “Vaga-Lume”, da editora Ática. A variedade de gêneros textuais e temas desperta o prazer, se não a curiosidade de muitas crianças e adolescentes.

Temas como mistério e suspense cativam os leitores desde muito jovens como é o caso do livro “O Escaravelho do Diabo”, de Lucia Machado de Almeida, entre outros. Livros que utilizam o mistério e crimes aguçam a imaginação de todos e é o mote para filmes e seriados de TV, com grandes índices de audiência.

Apesar disso, ainda acredito que nada supera o fascínio que a palavra impressa causa no leitor. É uma poderosa ferramenta em sala de aula. Por meio do livro, cada leitor tem a liberdade de imaginar as personagens, o lugar em que a história se desenrola e isso é possível graças às pistas que o autor deixa em cada parágrafo.

A magia que a palavra possui é o instrumento fundamental nas aulas de língua portuguesa, e em outras também. Os livros devem ser “devorados” a cada oportunidade, mesmo na era digital. Nossos alunos precisam ter a experiência de tomar contato com o livro físico. Não tenho nada contra os e-books, mas o manuseio das páginas para as crianças e adolescentes deve ser uma experiência vivenciada. É o contato com o livro que vai proporcionar um grande leque de possibilidades de repertório, de leituras de vivencias, principalmente se o professor e os pais souberem estimular.

Não é exagero afirmar isso haja vista quantos livros receberam adaptações para o cinema, séries e HQ’s. Cabe ao professor incentivar os alunos a conhecer essas adaptações e proporcionar o contato com as obras originais. Temos que nos valer desse auxilio para essa tarefa que é tão complexa e tão importante para o desenvolvimento dos leitores. Procuro, até hoje, trazer livros como “O Escaravelho do Diabo” para as minhas aulas, porque sei que ele atiçará o prazer de ler livros de qualidade preparando meus alunos para voos mais ousados pelos clássicos da literatura mundial.

*Herlen Cristina Pires é professora de língua portuguesa da Escola Estadual Professora Marta Teresinha Rosa, localizada em Mauá, região da grande São Paulo 
 

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