A Anistia Internacional – movimento global, que realiza ações e campanhas para defesa dos direitos humanos – desenvolveu guias educativos para ensinar sobre o tema a partir de histórias reais de quatro jovens de diferentes partes do mundo. O material apresenta sugestões de discussões e atividades pedagógicas que podem ser utilizadas em sala de aula.

Os alunos também podem conhecer e identificar diferentes direitos que foram negados aos personagens retratados ao longo de sua trajetória. Confira os quatro guias:

Mudança climática – Faça a diferença agora

A primeira parte do material apresenta a história da jovem filipina Marinel Sumook Ubaldo, 22 anos. Quando ela tinha 16, o tufão Yolanda destruiu seu povoado, no leste da ilha de Samar. Na ocasião, mais de seis mil pessoas morreram e milhares perderam suas casas. “Como alguém que já enfrentou cerca de 20 tufões por ano, calamidades e desastres já se tornaram normais para mim. Sei que o mar às vezes é cruel e que, devido à nossa localização geográfica, somos mais vulneráveis a muitos tipos de desastres climáticos”, relata.

Sem lar, sem dignidade

O nigeriano Nasu Abdulaziz tinha 23 anos quando ele e sua comunidade na cidade de Lagos foram despejados, repentinamente, do assentamento onde viviam havia um século. Forças do governo vieram com armas e deixaram 30 mil pessoas sem moradia. As famílias tiveram que se abrigar em canoas, debaixo de pontes ou nas casas de parentes e amigos.

Encarcerada por seu modo de se vestir

Em 8 de março de 2019, no Irã, a jovem Yasaman Aryani tirou seu véu – enfrentando as leis do país de uso obrigatório do objeto para mulheres e meninas – em um vagão de trem reservado ao público feminino e distribuiu flores brancas. A garota foi presa pelo ato, sendo sentenciada a 16 anos de prisão.

Poder e responsabilidade

José Adrián é mexicano de origem indígena, tem deficiência auditiva, e tinha apenas 14 anos quando, ao passar ao lado de uma briga de rua, foi espancado por policiais que o culparam pelo ato. Eles prenderam apenas o garoto, sem dar explicações, e não informaram seus pais. “Deixaram-me ali por quase uma meia hora. Bateram-me no peito e deram tapas no rosto”, relata.

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Crédito das imagens: Guia educativo “Educação em Direitos Humanos”

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