Em 1930, com apenas 20 anos de idade, Rachel de Queiroz estreava na literatura com o romance “O Quinze”. Assim como outras obras do período – entre elas “Menino do Engenho”, de José Lins do Rêgo, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos – o livro lança um olhar para o nordeste, mais precisamente sobre a grande seca que se abateu sobre a região no ano de 1915.

O romance também foi pioneiro ao trazer uma protagonista, Conceição, que busca romper com os padrões sociais da época. “Ela não aceita a ideia de viver um relacionamento no qual será submissa a um marido. Além do engajamento com as causas feministas, a personagem apresenta um diferencial por se envolver diretamente com o caos social provocado pela seca”, explica o doutor em literatura e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Carlos Magno Gomes, no artigo “A aula de alteridade em O Quinze”.

A seguir, confira cinco links para entender a obra da escritora cearense, que faleceu em novembro de 2003:

Plano de aula – O Quinze (ensino médio)
Voltado para aulas de língua portuguesa e literatura, este plano de aula tem como objetivo apresentar a escritora Rachel de Queiroz para os alunos do ensino médio, ajudá-los a reconhecer a obra “O Quinze” no contexto da literatura de 1930 e a identificar suas principais características.

Podcast – O Quinze
A professora de literatura brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Mirhiane Mendes de Abreu, aborda a importância da obra e da autora, faz uma análise detalhada do livro e apresenta características de seus personagens principais.

Monografia – Gênero e feminismo na obra O Quinze, de Rachel de Queiroz
A licencianda em letras pela Universidade Católica de Brasília, Lizandra Filgueiras Andrade, analisa as transformações sociais na obra “O Quinze” e como as relações de gênero marcam as trajetórias das personagens femininas da narrativa, especialmente a personagem central, Conceição.

Artigo – 1915: a seca e o sertão sob o olhar de Raquel de Queiroz
As geógrafas Kárita de Fátima Araújo e Rita de Cássia Martins de Souza Anselmo refletem sobre a representação do sertão realizada por Rachel de Queiroz. “A partir da obra busca-se encontrar as pontes que ligam o nordeste ao conjunto da sociedade brasileira e lhe dão o sentido assumido numa dada época, mais especificamente a década de trinta do século XX, no Brasil”.

Artigo – A aula de alteridade em O Quinze
Doutor em literatura e professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Carlos Magno Gomes analisa como a identidade feminina é construída no livro de Rachel de Queiroz. “O diferencial desse romance está no fato de Conceição ter uma preocupação com o social ao mesmo tempo em que lapida sua personalidade de mulher independente”, aponta.

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