Confira o vídeo com Libras e audiodescrição:

Buscar e dar voz para escritores da periferia, que dificilmente conseguem ter uma obra publicada por uma editora comercial. Esse é o objetivo da Editora Gráfica Heliópolis, localizada na maior comunidade da cidade de São Paulo (SP). Em seu primeiro ano de funcionamento, a editora já publicou mais de 50 títulos de autores locais.

O projeto da gráfica surgiu a partir da busca do escritor Paulo Cesar Marciano para publicar seu primeiro romance. A falta de retorno das editoras e os altos custos para bancar a própria produção eram as principais dificuldades. “Se você pegar os escritores, a maioria é homem, branco e de classe média”, diz ele. “Então, o que a periferia quer falar é diferente do que eles querem publicar.”

Essa percepção sobre as diferenças de realidade já foi identificada pela pesquisa da crítica literária e professora da Universidade de Brasília (UNB), Regina Dalcastagnè. O estudo “A personagem do romance brasileiro contemporâneo: 1990-2004” traça um perfil de personagens e dos autores das obras lançadas no período mencionado. A conclusão foi a de que a maioria dos protagonistas, assim como os escritores das obras, faz parte da classe média branca do eixo Rio – São Paulo.

A partir da experiência em escrever projetos por conta de sua colaboração com um diretor de teatro da região, Paulo Cesar conseguiu ganhar um edital para viabilizar o seu sonho de ter uma editora.

Confira o vídeo com Libras e audiodescrição

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Talvez Você Também Goste

Promover projeto de vida para ex-presos é um meio para recuperar cidadania

Três mudanças sustentáveis para adotar no dia a dia

Faltam políticas públicas para garantir saúde a idosos LGBTI+

Receba NossasNovidades

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.