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O excesso de peso e a obesidade têm se tornando frequentes na vida dos brasileiros. É o que mostram dados divulgados pelo Ministério da Saúde em 2019, que acompanhou a evolução dos casos entre 2006 e 2018: 55,7% da população têm sobrepeso, enquanto na faixa etária entre 25 e 34 anos, 84,2% dos jovens são obesos e na faixa de 35 a 44 anos, o número chega a 81%.

Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Larissa Baraldi, além das preferências pessoais de cada um, o que influencia a escolha alimentar são as razões socioambientais e econômicas. “Muito mais do que fatores individuais, a gente fala em ambientes obesogênicos”, explica a nutricionista.

Segunda ela, esses ambientes estão marcados pela falta de oferta de alimentos saudáveis em diferentes localidades, bem como a inexistência de locais apropriados para a prática de exercícios físicos. Há ainda a pressão econômica sobre as famílias com menos renda.

“Infelizmente, as pessoas com menor poder de aquisição, vão acabar optando por alimentos mais baratos”, explica Baraldi, que em geral, fazem parte da categoria dos ultraprocessados – produtos industrializados ricos em substâncias prejudiciais à saúde, como açúcar, sal e gordura. “São produtos industriais que praticamente não possuem alimentos inteiros [em sua composição]”, menciona.

Na visão da especialista, encarar o problema apenas como uma questão individual é uma injustiça. “Nós temos muitas barreiras que devem ser enfrentadas pela sociedade inteira. São necessárias políticas públicas que favoreçam a saúde do indivíduo”, argumenta. Entre elas, a pesquisadora defende a mudança na rotulagem de produtos com altos níveis de substâncias prejudiciais e a ampliação das feiras noturnas em diferentes localidades.

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