O projeto Pé-de-Pincha concluiu mais um ciclo de preservação de tracajás – espécie comum de quelônio na região amazônica. Com o apoio do Instituto Claro, moradores das comunidades de Igapó Açú e Mamori (AM) realizaram a soltura de 7,7 mil filhotes de tracajás. A ação foi realizada por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o auxílio de voluntários. “Foi significativo acompanhar todo o ciclo e perceber o engajamento e dedicação dos moradores locais para que o projeto aconteça”, comentou Camila Borges da área de sustentabilidade da Claro Brasil, que também participou do momento de soltura.
Na fase anterior, moradores e voluntários realizaram a coleta dos ovos e o depósito em uma chocadeira. Cerca de 60 dias depois, os ovos eclodiram. Após o nascimento, os quelônios passam por uma análise biométrica, feita com o apoio de pesquisadores da Ufam e, em seguida, recebem um reforço na alimentação.
Pé-de-Pincha
A iniciativa teve início com moradores de Terra Santa (PA) e pesquisadores da Ufam, com a intenção de preservar e conservar as populações de tracajás, comum na região amazônica. O nome do projeto vem das pegadas que essa espécie de réptil deixa na areia, que se parecem com marcas de tampas de garrafas de vidro, chamadas de pincha pelos moradores da região.
“Em nove anos, com o engajamento dos moradores e voluntários, o Pé-de-Pincha já devolveu à natureza cerca de 20 mil filhotes de tracajá da Amazônia”, destacou o gerente de sustentabilidade da Claro Brasil, Carlos Bueno.
Além do trabalho de preservação, o projeto realiza ações de educação com crianças. O objetivo é mostrar que, no futuro, elas serão as responsáveis pela perpetuação dos tracajás. Por fim, também são organizadas conversas com moradores para sensibilizá-los sobre a importância do cuidado com o meio ambiente.
Um novo ciclo do Pé-de-Pincha começa no segundo semestre de 2019 quando acontece a coleta de novos ovos. Para saber mais, acesse a página do projeto.