As intervenções assistidas por animais estão presentes no Brasil desde a década de 1950, quando a psiquiatra Nise da Silveira começou a introduzi-los nos processos terapêuticos de seus pacientes.

Inspirada em projetos semelhantes realizados em hospitais, a professora Andréa Roberta da Costa levou seus cães para a Escola Municipal de Educação Fundamental Conde Luiz Eduardo Matarazzo, na zona oeste de São Paulo (SP).

Primeiro cão da docente e hoje “Cão Terapeuta” da escola, Gael começou sua participação auxiliando na integração de alunos cadeirantes; hoje os benefícios se estendem a todos os estudantes da unidade.

Segundo a docente, os animais participam de diferentes disciplinas e auxiliam no desenvolvimento social e cognitivo e na formação pedagógica da turma.

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Cão Gael durante atividade com os alunos (crédito: Atrás da Moita Filmes)

As atividades com Gael e os outros dois cães da professora se estendem com dinâmicas junto aos alunos com autismo, esquizofrenia ou deficiências físicas.

“O Gael mostra uma outra abordagem de trocar carinho e motivar os alunos. Eles se sentem motivados, olham seus próprios animais de outra maneira. O Gael não é só meu, é da escola toda, todos aqui têm um pedacinho do Gael”, diz Costa.

A docente conta que os animais passam por treinamento para aprenderem a se comportar diante dos alunos e precisam tomar banho antes de cada visita à escola, além de receberem cuidados veterinários periódicos, como atualização das vacinas, vermífugo e antipulgas.

Atualizado em 13/03/2024, às 15h46.

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