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“Eu vivenciei, ao longo da minha trajetória na escola pública, toda uma história eurocêntrica. Nunca me apresentaram o continente africano”, conta a professora de sociologia Odara Dèlé.

Pensando em mudar essa situação, a docente resolveu usar o interesse dos jovens pelos smartphones a favor dessa aprendizagem. Assim surgiu o aplicativo Alfabantu, que apresenta aspectos da cultura bantu e da língua kimbundu, duas matrizes étnicas presentes na cultura afro-brasileira, para os estudantes.

“Muitas vezes os alunos veem a África não como um continente, mas como um país”, diz a professora de artes Michelle Bispo, que usa o app em suas aulas para introduzir um aspecto lúdico, ao mesmo tempo em que mostra como características dessa cultura estão presentes no Brasil.

Para as duas educadoras, além dos conteúdos, o trabalho com o Alfabantu também ajuda na construção e valorização da identidade afro-brasileira. “Pode parecer que não, mas quando eu trabalho algo sobre a África, eu consigo trabalhar a autoestima dessas crianças também. Ter uma professora negra que apresenta o trabalho de outra professora negra, que fez um aplicativo sobre a África, faz eles se sentirem seguros o suficiente para falar sobre as próprias experiências”, afirma Bispo.

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