Nesta entrevista, Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro, fala sobre a edição 2010 do Prêmio Instituto Claro – Novas formas de Aprender e Empreender. Como grande diferencial, a edição deste ano agrega à educação e à tecnologia o pilar do empreendedorismo. Para Carime, a mudança foi uma conseqüência natural dos aprendizados que o Instituto obteve desde que foi criado, em março de 2009. Confira essas e outras novidades na entrevista e no podcast abaixo:

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“O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação”, afirma Carime

Carime Kanbour, que iniciativas o Instituto Claro deve realizar ainda este ano?

São várias iniciativas. A primeira delas é o Prêmio do Instituto Claro, que está com inscrições abertas de 01 de setembro a 03 de dezembro. Também estamos apoiando desde o início do ano o projeto Fronteiras do Pensamento, que é um ciclo de palestras realizadas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolvemos, junto com os consultores do projeto e o editor Carlos Seabra, o módulo Fronteiras da Educação, voltado para os professores. Nessa iniciativa, trabalharemos uma espécie de guia para o uso de novas tecnologias na sala de aula, indicando como se apropriar de redes sociais, blogs e como melhorar pesquisas, por exemplo. Temos os programas de doações ao Fundo da Infância e Adolescência – FIA – e de voluntariado, nos quais o Instituto dá as diretrizes para os funcionários da Claro. Teremos a 3ª edição do Claro Curtas, que deve ser lançada no começo de 2011, e estamos trabalhando também na organização de diversas oficinas criativas sobre audiovisual e redes sociais digitais. São novidades que anunciaremos em breve. São vários projetos que se complementam, sempre focando a questão do aprendizado e das novas tecnologias nas suas várias formas.

Sobre o Prêmio Instituto Claro, quais as mudanças deste ano?

Nós percebemos, na primeira edição do Prêmio, que muitos dos profissionais que enviaram projetos para nossa análise tinham ideias criativas, queriam fazer algo diferente, potencializando resultados. Então, valorizaremos nesta edição os profissionais que querem fazer algo diferente na educação, tanto formal quanto informal, e também na sua comunidade. Desta forma, chegamos ao outro ponto que estamos trabalhando no Instituto: a questão do empreendedorismo. Há várias concepções, e entre elas, a do intraempreendedorismo. Parece uma palavra difícil, mas o conceito é muito simples. Trata-se da atitude de uma pessoa que possui uma ideia inovadora, consegue enxergar uma oportunidade de aplicar essa ideia e, a partir disso, viabiliza, articula recursos e a implementa, gerando resultados positivos para quem está envolvido. Ouvimos muito a questão do empreendedorismo voltado para os negócios e geração de lucros, mas não é só isso. Muitos professores que participaram trouxeram para nós isso, uma atitude empreendedora. Uma ideia simples, mas que muda um processo, que muda um resultado, dentro daquilo que eles já fazem. No Prêmio deste ano, ao invés de três categorias, como tivemos na edição passada, teremos duas. Em uma delas, reconheceremos a inovação dentro da educação. Na outra, contemplaremos projetos que tratam de inovações e seus impactos na comunidade.

Além da mudança das categorias, que novidades essa edição traz?

Nós aumentamos o valor da premiação, que passou a ser de R$ 150 mil. Além disso, outra novidade muito interessante é o tutorial online que desenvolvemos. Nesse tutorial, os candidatos descobrem como preencher a inscrição da melhor forma, passando o que o projeto realmente é, mostrando seu potencial e seu valor. Como algumas dicas são gerais, esse tutorial também pode ser usado para outras premiações, além do prêmio do Instituto Claro. O prazo de inscrição também está maior, o que é um ganho para quem quer participar.

Essa evolução temática, além do Prêmio, também será refletida na atuação do Instituto?

Sim. O Instituto está trazendo a questão do empreendedorismo como um novo pilar de atuação junto com a educação e as novas tecnologias. Percebemos que muitas das pessoas que estão trabalhando a questão da educação e das novas tecnologias são, na verdade, empreendedoras. Elas querem inovar, potencializar resultados naquilo que elas fazem. Isso estava intrínseco a todos os temas em que trabalhávamos. É uma evolução natural da causa.

De que forma o empreendedorismo complementa a temática das novas tecnologias na educação?

O que nós aprendemos nesse primeiro ano de Instituto é que discutir as novas tecnologias na educação é, muitas vezes, discutir empreendedorismo. Estamos falando de profissionais e especialistas que estão inicialmente sozinhos, que possuem uma grande ideia ou têm uma outra forma de ver a educação e, a partir daí, vão se articulando e se estruturando para conseguirem implementar um projeto que traga retorno para os alunos, para um aprendizado diferenciado, e isso acaba refletindo na comunidade. Percebemos que esses três pilares estão ligados. O Prêmio, por exemplo, valoriza, reconhece, estimula e incentiva aquele professor que quer inovar. O Claro Curtas estimula e reconhece pessoas que tenham interesse no audiovisual e, ao colocar temáticas sociais específicas e realizar oficinas de capacitação, está formando profissionais com novos olhares. Então, o empreendedorismo já estava muito ligado aos projetos em que trabalhamos. É uma evolução bastante pertinente e efetiva da nossa causa e dos nossos projetos.

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