A internet já está presente na maioria das escolas que possuem computador na rede pública (95%) e na rede privada (99%), de acordo com a pesquisa TIC Educação 2013, divulgada em julho. No entanto, a baixa velocidade de conexão ainda é um entrave: 52% das públicas declararam possuir banda larga de até 2 Mega. Nas particulares, o percentual é de 28%. TIC é a sigla utilizada para Tecnologias da Informação e Comunicação.

Na percepção dos professores e coordenadores pedagógicos entrevistados, a lentidão do acesso é uma barreira para adoção das novas tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem. Cerca de 88% concordam que dificulta o trabalho. Também, 82% pensam que o número de computadores por alunos é insuficiente.
 
“Em média, são sete alunos por notebook, considerando uma média também de 653 alunos por escola pública. Então, ainda temos um desafio de infraestrutura, além de avançar na apropriação das tecnologias pela escola, no sentido de que forma usar para aprendizagem”, analisa a coordenadora da pesquisa TIC Educação 2013, Camila Garroux.
 
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O estudo, realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), está em sua quarta edição e tem por objetivo identificar usos e apropriações das TIC nas escolas brasileiras. Entre setembro e dezembro de 2013, foram entrevistados presencialmente 939 diretores, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos, de 994 escolas públicas e privadas, localizadas em áreas urbanas de todas as regiões do país.
 
Evolução
Mesmo com a dificuldade, na rede pública, 46% dos professores declararam utilizar computador e internet em atividades com os alunos na sala de aula — um aumento de dez pontos percentuais na comparação com 2012. “Esse fenômeno pode estar relacionado com o aumento da posse do note no domicílio do professor. São 81% que já têm esse tipo de computador portátil, crescimento de 8% em relação ao ano anterior”, diz. De acordo com a TIC Educação 2013, 51% levam seu notebook para a escola.
 
“Esse crescimento de dispositivos móveis permite o uso das tecnologias na sala de aula, e vem principalmente como iniciativa dos professores. Já que a pesquisa mostrou a infraestrutura continuou estável, é o professor que está usando os próprios equipamentos”, ressalta. Camila também destacou o crescimento do uso de tablets nas escolas públicas. Enquanto em 2012, apenas 2% possuíam esse tipo de equipamento, em 2013 o número chegou a 11%.
 
Porém, ainda que a sala de aula tenha crescido como local de uso do computador e da internet, o ambiente mais comum segue sendo o laboratório de informática (76%). Dentre as atividades realizadas, 70% tratam-se do ensino aos alunos a usar computador e Internet, 68% produção de projetos ou trabalhos sobre uma temática e 62% usam para pesquisa de informações. Enquanto 53% declarou utilizar para a produção de materiais pelos alunos.
 
Preparar aula
Chega a 96% os professores de escolas públicas que usam recursos educacionais disponíveis na internet para preparar aulas ou atividades com os alunos. Os tipos mais utilizados são imagens, figuras, ilustrações ou fotos (85%), textos (83%), questões de prova (79%) e vídeos, filmes ou animações (74%). O uso de jogos chega a 43%, apresentações prontas, 42%, e programas e softwares educacionais, 40%.
 
Segundo 88% dos entrevistados, a motivação própria faz com que queiram levar tecnologias para a sala de aula, enquanto 66% diz ser uma demanda ou necessidade dos alunos. Ainda, quando perguntado se os materiais ajudam a desenvolver o conhecimento das pessoas sobre um assunto em específico 96% acreditam que contribui, contra 3% que discorda da afirmação.
 
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