Como os professores podem utilizar a internet como ferramenta de aprendizagem e como orientar os alunos a pesquisarem fontes de informação confiáveis na web? Estes foram os dois pontos de partida da disciplina “Internet no Ensino de Ciências e Biologia”, desenvolvida pela professora Sônia Lopes, com contribuição do Dr. Átila Lamarino, para o curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade de São Paulo (USP).
 
“A ideia dessa disciplina é usar a internet como ferramenta para ensino. Desconheço no Brasil disciplina com a abordagem que estamos dando, que é efetivamente levar os estudantes a usarem o Facebook, YouTube, podcast, blog e outras mídias como ferramentas para ensino-aprendizagem. Não é o mero uso da internet para pesquisa de material bibliográfico”, diferencia Sônia.
 
Intrigados com a forma como falsas informações sobre o zika vírus ganharam as redes sociais no final de 2015, Sônia e seus alunos decidiram organizar, como parte da disciplina, um site  para ensinar os professores do ensino fundamental e médio a desmistificar os boatos sobre a doença com seus estudantes em sala de aula. 
 
“Cada grupo de alunos da disciplina escolheu um boato vigente na época para trabalhar. A ideia não foi dar a resposta pronta, mas oferecer ao professor ferramentas para que os estudantes da escola básica trabalhem com leitura crítica de modo a aprender a diferenciar informações confiáveis de não confiáveis”, explica a professora.
 
A partir do uso de vídeos fidedignos publicados no YouTube, assim como matérias e documentos encontrados na internet, os professores podem construir contra-argumentos para boatos amplamente difundidos como: mosquitos transgênicos são causadores de zika, vacinas vencidas como causadores da microcefafia, zika como arma biológica, entre outros. 

Leitura crítica
Os professores de ciências e biologia podem, ainda, encontrar no site bibliografia específica sobre o uso das redes sociais na aprendizagem, alfabetização científica, teorias da aprendizagem e sobre como contextualizar conteúdos em sala de aula. 
 
Para Sônia, a experiência com o zika vírus também pode qualificar os jovens a desmistificar boatos a respeito de qualquer assunto. “Eles aprendem a fazer leitura crítica de conteúdos da internet. Isso é básico nos dias de hoje e quando se pretende trabalhar com internet no ensino. Além disso, a disciplina trabalha toda a questão ética e comportamental na internet, preparando os alunos para o bom uso dessa mídia”, finaliza. 
 
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