A presença de integrantes do projeto Nas Ondas do Rádio em eventos de tecnologia e educação já não é novidade. Orientados por engajados professores e pelo coordenador Carlos Alberto Mendes, estudantes de escolas públicas de São Paulo circulam com câmeras e microfones gravando entrevistas e fazendo reportagens que, em seguida, são publicadas em ambientes da web. Nesta terceira edição da Campus Party, porém, a cobertura jornalística dos jovens repórteres ganhou nova dinâmica.

 

Giulliana Bianconi

O “mar azul” da Campus Party: seis mil barracas

Giulliana Bianconi

Tiago Costa Arruda e Cristian Ferreira: ala masculina dos jovens repórteres campuseiros

A produção de conteúdos pôde ser ampliada, já que a participação da garotada está mais intensa. Um grupo deles está vivenciando o maior evento do país de compartilhamento de conteúdos de forma inédita neste ano: acampando.

Com a liberdade de um campuseiro, que não precisa se preocupar com a hora de “voltar para casa”, os estudantes podem conferir todos os paineis que quiserem e considerarem interessantes. Gabriela Vallim, 15 anos, afirma estar adorando a experiência. “É muito interessante poder conviver com pessoas de diferentes culturas 24 horas por dia. Aqui tem universitário de diversas áreas, por isso é uma experiência muito rica”, diz, com a voz firme de uma repórter.

Aluna do 2º ano do Ensino Médio, Gabriela já decidiu que quer cursar jornalismo. Apesar de gostar da tecnologia, ela ressalta que o que mais a fascina é o contato com as pessoas, a comunicação.

Giulliana Bianconi

Gabriela Valim mostra a sua “casa” durante o evento

Na Campus Party, oportunidade para essa interação com o público é o que não falta. Gabriela passa o dia pelos corredores do evento. “Gosto mesmo é de fazer entrevistas”, diz. Mas a garota, assim como os seus colegas, também grava vídeos, participa das edições de áudio e realiza postagens de textos no blog do projeto e no Twitter. “Está sendo tão puxado por aqui que há alguns dias não entro no meu perfil do Twitter, só no do projeto.”

À noite, quando os painéis e debates são encerrados, a barraca da adolescente, uma das seis mil que ocupam uma imensa área do Centro de Exposições Imigrantes, é o destino. O que não representa, necessariamente, descanso e um sono tranquilo. “Aqui o pessoal tem um grito característico. Basta um começar que todo mundo acompanha. É o tempo inteiro”, comenta rindo. Gabriela não se incomoda. Diz que ali está em clima de férias. “Mesmo tendo a responsabilidade do projeto, isso aqui é um acampamento de férias”, ressalta a garota.

Onde acompanhar a cobertura feita pelos estudantes

Se os jovens não se importam, os educadores do projeto “Nas Ondas do Rádio” estão sempre atentos. A responsabilidade é grande. E, para garantir que os estudantes não passem por desconfortos nem importunações, há sempre alguém por perto. Assim que o coordenador Carlos Alberto Mendes conseguiu, junto ao programa Educarede, as barracas para os seus “repórteres”, tratou de recrutar professores para acompanhar os estudantes no acampamento.

Por isso a coordenadora do CEU Azul da Cor do Mar, Isabela Oliveira, também levou a sua mala para a Campus Party. Desde o início da semana, dorme numa das barraquinhas azuis. Ela revela que toda a experiência do evento será relatada pelos alunos, posteriormente, em um documentário. Por enquanto, Isabela vai gerindo, junto a outros professores, como o colega Fábio Rogério Nepomuceno, da escola Mestre Fernando Gracioso, a agência de notícias que tem textos fresquinhos todos os dias. Para ela, a experiência também é um tanto nova. “Não estou acostumada a sair assim com os alunos, para passar dias fora. Está sendo muito interessante. Eles estão encantados, até deslumbrados, e estamos conhecendo muita coisa nova sobre robótica, ciência e tecnologia de uma maneira geral.”

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