Estudantes universitários sabem bem como é difícil o acesso a textos de referência. Um bom aliado nessas horas é o xerox. Essa é a idéia do ebaH!, que leva essa facilidade para a internet. O site é uma rede social voltada para o compartilhamento de arquivos acadêmicos e para a interação entre alunos, professores e pesquisadores de todo o Brasil e da comunidade lusófona.

Fundado por Renato Freitas enquanto ele ainda era aluno da Poli-USP, o ebaH! contabiliza atualmente mais de 1 milhão de usuários e não para de crescer. “Temos oito pessoas em nossa equipe, e são em média mais de 3.000 cadastros por dia”, conta. A dinâmica é simples, os membros da rede social se cadastram gratuitamente e, a partir daí, podem subir e baixar arquivos acadêmicos e interagir nas comunidades.

Projeto de férias

Divulgação

Freitas conta que sempre quis ter seu próprio negócio. Depois de várias ideias não executadas, ele e um amigo pensaram no conceito do ebaH! e desenvolveram uma versão mais simples do que o site é hoje durante as férias de julho. “Só tinha a parte da troca de arquivos, sem as possibilidades de interação das redes sociais”, lembra.

Foi nessa etapa, em 2006, que o projeto engrenou. Freitas se inscreveu em uma competição da Empresa Junior da faculdade, e eles conseguiram amadurecer a iniciativa. “Foi ali que viabilizamos todo o projeto. Tivemos de avaliar custos, definir metas, enfim, tornar o site possível.” O projeto ficou com o primeiro lugar e, em 2007, o ebaH! já se estruturava como rede social. Logo em seguida, passou a dar lucro com publicidade.

Direitos autorais

Por lidar com textos e conteúdos que possuem proteção de direitos autorais, Freitas afirma que essa questão é uma preocupação constante dentro da empresa. Para evitar transtornos, ele diz que sua equipe percorre arquivos em busca de irregularidades. “No Brasil, não há uma lei específica para a internet, e isso causa alguns problemas.”

Segundo a ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos), até agora não houve nenhuma violação do ebaH! em relação aos direitos das editoras associadas. Freitas conta que procura ter uma boa relação com as editoras para que uma eventual violação se resolva de maneira extrajudicial.

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