Criar um software ou aplicativo sem estudo formal parece ser uma tarefa impossível. Pois algumas iniciativas mostram que a programação não precisa ser um bicho de sete cabeças, e ainda se propõem a aproximar o universo dos computadores do dia a dia dos estudantes. Esse é um dos objetivos do site Programaê!

“O site oferece um cardápio de recursos para explorar plataformas que irão ensinar a programar, em diferentes níveis de complexidade, bem como conteúdos pedagógicos para os interessados em começar a ensinar o tema. Todos os recursos são gratuitos, em português e muitos não exigem nenhum conhecimento prévio em programação para começar”, garante o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Lucas Machado Rocha.
 
O professor, por exemplo, pode utilizar os planos de aula do Programaê!. “Aos poucos o professor vai descobrindo o que seu papel é muito mais de um facilitador e que ele também pode aprender junto com os alunos”, assinala Rocha. Caso o professor queira complementar sua formação nos conteúdos desenvolvidos nos planos de aula, ele pode fazer o curso "Aprenda a ensinar programação com o Programaê!" disponível gratuitamente no Coursera.
 
Também não são necessários computadores ou internet para ensinar os conceitos básicos de programação em sala de aula. O Programaê! oferece aulas desplugadas, nas quais, por meio de papel e caneta, o professor consegue trabalhar conceitos como repetição, funções ou sistemas de numeração de forma lúdica.  
 
Raciocínio lógico
Outra iniciativa que chama atenção partiu de estudantes de graduação e pós-graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que criaram 19 ferramentas gratuitas disponibilizadas na internet como Recursos Educacionais Abertos (REA) para auxiliarem no ensino de conceitos da área de computação. Segundo o professor Paulo de Souza, pode ser classificado como REA todo conteúdo educativo disponibilizado de forma que qualquer pessoa possa usá-lo, aprimorá-lo, recombiná-lo e distribuí-lo.
 
A animação batizada de MEEG, por exemplo, explica conceitos importantes da área de sistemas operacionais utilizando dois gatinhos, uma geladeira e garrafas de leite. Nela, apenas um gatinho pode pegar as garrafas de leite da geladeira por vez ou devolvê-las. A dinâmica lembra um sistema operacional: o fluxo dos processos à memória do computador precisa ser controlado de forma similar ao fluxo dos gatinhos à geladeira. Em outra animação, é preciso intercalar o uso de hashis por cinco filósofos que comem sushi em uma mesa.
 
“Além de conhecer profundamente o assunto a ser ensinado, os alunos que desenvolveram os REAs precisaram projetar ferramentas que transmitissem o conhecimento de uma forma dinâmica e atrativa”, diz Souza. “De uma forma geral, a programação de computadores desenvolve habilidades ligadas ao raciocínio lógico dos estudantes, vital para a tomada de decisões”, complementa.
 
Para utilizar os REAs, os professores podem acessar o site
 
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