Pesquisador, professor e orientador de projetos de mestrado e doutrado, Hermes Renato Hildebrand atualmente é um dos coordenadores do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa-Ação para Comunidades Saudáveis (Lipasc/Unicamp), órgão que, dentre outras atividades, desenvolve games educativos em parceria com o Cefiel (Centro de Formação Continuada de Professores do Institudo de Linguagem/Uncamp).

Com imensa vivência em letramento digital, processo que consiste em fazer com que os estudantes se apropriem do conhecimento e possam utilizá-lo de forma crítica na sociedade, Hildebrand é um dos pensadores da Unicamp que, além de refletir sobre como os jogos podem ser úteis no contexto social e como eles podem ampliar discussões do mundo real, acredita na inclusão social de pessoas como deficiência a partir de experiências de alfabetização desenvolvidas com o auxílio da plataforma virtual.

Ele conta que a TIDIA-Ae (Tecnologia da Informação para o Desenvolvimento da Internet Avançada – Aprendizado Eletrônico) é um projeto no qual se debruça há anos. Segundo o pesquisador, essa plataforma de ensino a distância, que vem sendo aperfeiçoada para a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) é uma poderosa ferramenta até mesmo para as aulas presenciais. “Em aulas com pessoas que não podem escutar, eu costumo usá-lo, pois fica mais fácil apresentar os conteúdos com recursos visuais”, diz.

Hildebrand revela que, na internet, o grupo encontrou projeto bem semelhante ao TIDIA, denominado Sakai. Como este faz parte de um portal americano que disponibiliza um ambiente virtual para publicação de informações e utilização de ferramenta de comunicação por qualquer pessoa que se cadastar, foi incorporado pelo projeto TIDIA como ferramenta oficial para ser implementada junto a educadores que estão se apropriando das novas tecnologias. “O objetivo é rechearmos essa plataforma de ensino a distância com espaço para vídeos, podcasts, wikis. Assim, ela terá o seu potencial ampliado e reforçará a proposta da inclusão digital, seja na alfabetização ou mesmo quando já houver domínio total da leitura e da escrita”, afirma.

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