Somente quando o ano letivo termina, a coordenação pedagógica dos colégios é capaz de avaliar, com detalhes, o que deu certo naquela temporada, o que vale a pena aprimorar para o ano seguinte e o que precisa ser incorporado na dinâmica da instituição. Nos colégios atentos às formas de dialogar com os estudantes e às demandas do mundo contemporâneo, a tecnologia é um assunto com lugar cativo nessa pauta.

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Alunos do Colégio Dante Alighieri, que mapearam na web pólos culturais, agora farão reportagens sobre as inciativas encontradas

A utilização da web pelos alunos, assim como a afinidade nata das crianças e jovens do século XXI com os recursos digitais, faz com que as formas de uso da tecnologia nos ambientes de ensino/aprendizagem tenham de ser repensadas frequentemente.

Depois da criação, no ano passado, de uma rede social que reúne seus alunos, ex-alunos e professores, o Colégio Bandeirantes, em São Paulo, que tem um histórico de inserção da tecnologia nos processos educacionais, volta a apresentar novidades. De acordo com a diretora Cristiana Mattos, as videoconferências em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs), realizadas apenas em um projeto piloto de Matemática no segundo semestre de 2009, serão ampliadas. “A ideia é que consigamos envolver professores de todas as disciplinas”, diz.

As videoconferências em AVAs foram pensadas pelo Bandeirantes para atender aos alunos que requerem reforço. “O professor pode tirar dúvidas em tempo real fora da escola, disponibilizar material complementar, utilizar aquele ambiente como repositório das fichas que já distribuiu”, enumera Cristiana antes de completar: “Realmente quem estiver fora da rede vai perder bastante coisa.”

Para que os alunos, na escola, possam conectar a internet mesmo quando não estiverem no laboratório de informática, o Bandeirantes está providenciando a instalação de rede wireless em todo o pátio. A ideia é que eles possam checar informações, fazer pesquisas e até dar continuidade a trabalhos em grupo com notebooks ou com os celulares que dispõem de tecnologia para acesso de redes. A questão da conscientização, que diz respeito a quando acessar a web e o que acessar, já é tratada pela instituição (ver reportagem sobre esse tema aqui).

No Colégio Dante Alighieri, outro em São Paulo que acumula práticas com o auxílio das novas tecnologias, o planejamento inclui a ampliação de projetos que já tiveram retornos positivos em anos anteriores. O Dante Catraca, uma parceria da instituição de ensino com o portal de democratização cultural Catraca Livre, dará passo à frente após ter realizado, ao longo de 2009, o mapeamento de pontos culturais na Av. Paulista e em seu entorno.

“A ideia para este ano é os alunos participantes do projeto irem até esses locais mapeados e realizarem entrevistas, reportagens. Enfim, produzirem material para que o blog que mantemos reflita a dinâmica do espaço físico”, explica Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional do colégio.

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Colégio São Luís quer expandir uso da TV multimídia

Outra atividade que desemboca na web e que ganhou atenção durante o planejamento do colégio para 2010 foi a Oficina de Cinema, cuja produção é sempre exposta na TV Dante, um canal de TV Digital com acesso limitado para alunos e funcionários da escola. De acordo com Valdenice, a oficina ganhará mais um módulo nesta temporada. “Vamos mergulhar nos documentários”, diz. Ela explica que até então as aulas faziam uma introdução ao do cinema e geravam atividades práticas para o aprendizado de noções de enquadramento, plano, roteiro etc.

A telona, entretanto, nem sempre é sinônimo de cinema. No Colégio São Luís, TVs de 52 polegadas conectadas a um sistema de gerenciamento multimídia permitem aos professores incrementar as aulas com trechos de filmes ou documentários, fotos e, ainda, com a navegação pela web. Durante uma aula de História, por exemplo, um aluno pode sugerir um site que tenha games interessantes sobre o conteúdo que está sendo exposto e, naquele momento, o educador terá a possibilidade de acessar o endereço virtual, diante de toda a turma e, se for pertinente, até jogá-lo.

Essa ferramenta recebe o nome de Sigame (Sistema Inaciano de Gerenciamento Acadêmico em Meios Eletrônicos). Depois de ter sido implantada, no ano passado, em alguns ambientes do colégio paulistano, será expandida em 2010. A proposta, de acordo com a diretoria, é equipar mais salas de aula e auditórios com o recurso. Paralelamente, professores passarão por treinamento para aprender como a tecnologia pode render como suporte pedagógico.

No seu colégio também há inovações planejadas para este ano? Conte aqui ou no Twitter escrevendo para @institutoclaro.

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