A cada dia, mais pessoas se envolvem na utilização de aplicativos para plataformas móveis. Além de ajudarem na solução de pequenas tarefas do dia a dia, o baixo custo e a facilidade de instalação dos apps cria uma forte adesão dos mais variados públicos.

Os professores também podem aproveitar essas ferramentas. Tanto em sala de aula, onde iniciativas de aprendizagem a partir dos celulares já apresentam bons resultados, quanto fora, como maneira de se atualizar ou preparar atividades. Em outras palavras, o docente pode fazer do celular um aliado, desde que encontre os aplicativos e os equipamentos adequados às suas necessidades.

Os celulares já possuem diversas funções, inclusive científicas

Para o professor Suintila Pedreira, moderador do grupo Celulares na Educação no Facebook, os celulares são a plataforma do futuro. Para ele, tanto alunos como professores possuem muita familiaridade com os aparelhos e dominam grande parte de suas funcionalidades, o que já é uma grande vantagem em relação a outros dispositivos móveis.

Facilidades da mobilidade

Para Pedreira, como a rotina dos professores geralmente é corrida, instalar aplicativos básicos, como Gmail, Facebook, Twitter e outras redes sociais, no celular já é uma grande facilidade. Mas ele vai além e cita, por exemplo, a capacidade de armazenamento dos celulares que hoje já permite que o professor utilize o aparelho até para arquivar vídeos de referência.

Esta outra característica pode inclusive ser explorada como atividade de ensino. “Quando faço uma atividade com vídeo, por exemplo, prefiro não levar os alunos para a sala de vídeo da escola. Eu passo os vídeos para os celulares deles, por cartão de memória ou bluetooth, e desta maneira eles podem ver quantas vezes quiserem”, conta ele, que dá aula para ensino médio e fundamental no Mato Grosso do Sul. De acordo com ele, como a grande maioria tem celular, a atividade fica mais dinâmica.

Já Vitor Pamplona, que cursa seu doutorado em ciência da computação na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), lembra que os desenvolvedores de aplicativos para plataformas móveis têm uma preocupação muito grande com a interface. Desta forma, as soluções que eles desenvolvem procuram solucionar de forma simples uma demanda. “O editor de textos do iPhone, por exemplo, é simples. Mas supre a demanda da maioria dos usuários. No entanto, se você quiser fazer uma formatação mais avançada, é possível transferir o texto do celular para um desktop e utilizar um software mais completo”, aponta Pamplona.

Infográfico mostra áreas impactadas pela mobilidade

Além da educação, diversas atividades do cotidiano sofreram mudanças a partir do avanço das plataformas móveis e seus aplicativos. O Instituto Claropreparou um infográfico que mostra uma cidade virtual e a implicação que os celulares e tablets tiveram no seu dia a dia. Navegue por ela e conheça a influência dessas tecnologias em sua vida!

Impacto na pesquisa

Além do uso pelos professores, as plataformas móveis começam a adentrar no universo da produção de conhecimento. O avanço das funcionalidades de smartphones e tablets podem transformar esses aparelhos em verdadeiros equipamentos científicos.

MediaLab

Pamplona desenvolve soluções para diagnósticos de problemas oftalmológicos com smartphones

É o que sugere Pamplona, que já desenvolveu aplicativos que fornecem pré-diagnóstico e acompanhamento de doenças oftalmológicas. “A resolução da tela de um iPhone é comparável à resolução de equipamentos científicos de medição de capacidade de visão”, afirma.

O professor, então, pode encontrar recursos científicos a preços mais acessíveis. Há soluções, por exemplo, que transformam iPhones em verdadeiros microscópios. Além de tirarem fotos que são aceitas em trabalhos científicos, o professor pode, desta forma, trazer um pouco mais do mundo da pesquisa para a sala de aula, despertando a atenção do aluno.

A recomendação, tanto para o professor que quer utilizar os recursos dos celulares e tablets em sala de aula, quanto para quem quer facilitar sua vida com os aplicativos disponíveis, é saber escolher o equipamento e o recurso adequado para sua demanda. Nesta hora, não há solução pronta, e o professor deve experimentar até achar a melhor opção.

Outra dica de Pedreira é que a escola e o professor devem trabalhar no sentido da inclusão digital. Desta forma, na hora de escolher atividades de aprendizagem deve-se levar em conta os equipamentos que os alunos e professores possuem. “É possível criar atividades muito interessantes com celulares com poucos recursos”, lembra.

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