Você já parou para pensar como os artistas de Circo estudam morando cada época em um lugar? E os pacientes de hospitais que precisam fazer tratamentos longos? O NET Educação  conversou com o Circo Spacial e o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC) e notamos que a educação está em primeiro lugar, para isso eles adequam o processo de ensino à realidade de cada um.

Fundado em 1985, por Marlene Olímpia Querubin, o Spacial surgiu com o objetivo de resgatar os valores e tradições da arte circense, uma das mais antigas da história da humanidade. O circo, que conta com 35 famílias percorrendo todo o Brasil, tem como foco duas frentes educacionais: educação formal e escola itinerante.

No processo de educação formal, onde o Spacial está instalado os artistas mirins vão à escola, independente do tempo que ficará na cidade. “Sempre conversamos com a direção da instituição de ensino, para receber nossas crianças e adolescentes. Eles são matriculados e acompanham as aulas normalmente. Quando mudamos de local, mudamos a escola. Mas eles se recuperam bem, pois como a vida no circo é diferente, as famílias moram no mesmo local de trabalho, os pais tem mais tempo de acompanhar seus filhos e ajudar nas atividades”, explica Marlene.

E a preocupação não é só com ensino básico, fundamental e médio, eles ingressam também universidades.


Richinha, uma das crianças do Circo Spacial que frequenta a escola

Na Escola Itinerante, as crianças, a partir dos 6 anos, começam a ter contato com o saber circense, para entender melhor o universo em que vive. Depois passam para o ensaio, buscando trabalhar com as atividades que mais se identificam.

Já no GRAACC, com o objetivo de manter seus pacientes em dia com as aulas, foi criada, em 2000, a Escola Móvel. A iniciativa surgiu após um grupo de professores constatar que 50% das crianças e adolescentes em tratamento não estavam matriculados em escolas ou haviam desistido de estudar por causa das rotinas de consultas médicas, exames e sessões de quimioterapia. Atualmente, esse índice é de 5%.


paciente Gustavo Henrique Vieira e Profª Eliane Machado, no GRAACC

 

Segundo a coordenadora da Escola Móvel, Amália Covic, o atendimento escolar no hospital se adequa às situações. “O projeto está em todo o hospital, o paciente recebe o conteúdo onde estiver, nos leitos de internação ou na quimioteca, por exemplo.”

Caroline Valença Medeiros, de 14 anos, chegou ao GRAACC em 2006 com um câncer no sistema nervoso central e conta que nunca repetiu o ano, graças às aulas que teve durante o tratamento. “Quando eu comecei o acompanhamento médico, tive que ficar afastada da escola. Fiquei 4 meses sem ir, mas não repeti, porque conseguia acompanhar as lições com os professores da escola móvel. Eu estudava muito todo o dia, quando eu estava na quimio ele ia lá também”, conta Caroline.

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