Criada para alimentar os sonhos das crianças e jovens da periferia da zona Sul de São Paulo, usando a educação para dar condições para terem autonomia de pensamento, a Casa do Zezinho, localizada entre os bairros Capão Redondo, Parque Santo Antônio e Jardim Ângela, acaba de completar 20 anos de atuação. Comandada pela pedagoga Dagmar Garroux, a Tia Dag, a instituição criou uma metodologia própria de ensino, a Pedagogia do Arco Íris, baseada em 4 pilares: Ser (Espiritualidade), Conhecer (Ciências), Saber (Filosofia) e Fazer (Arte).

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Na pedagogia do arco íris, a criança é convidada a percorrer um caminho através das sete cores do arco íris. Cada faixa etária tem uma cor e um período de vivência. Outro ponto importante é o envolvimento com toda a rede de relações dos Zezinhos (como são chamados os atendidos): a escola, a família, a saúde, as leis, a cidadania, promovendo o desenvolvimento e o reconhecimento de das potencialidades dos participantes, por meio do incentivo à curiosidade e tendo como meta o desenvolvimento humano.

Diferente dos diagnósticos realizados para desenvolver um projeto, Tia Dag buscou, na região, em meados de 93, coisas interessantes que pudessem ser compartilhadas. “As coisas ruins todo mundo já sabiam (sic) que existiam, queríamos saber as boas. E descobrimos muitas coisas bacanas que deram o norte para desenvolvermos a Casa do Zezinho”, explica a pedagoga.

 


Mapa pedagógico da Casa do Zezinho

Atendendo mais de 1.500 crianças e adolescentes, entre  6 e 21 ano, a Casa do Zezinho vincula todo desenvolvimento humano ao afeto. “Para mim, a falta do diálogo é o que promove, muitas vezes, a violência. Por isso acredito na pedagogia do afeto, sentir, ouvir, vivenciar e olhar as pequenas coisas são fundamentais para o desenvolvimento das crianças. Educar é ponte”, completa Tia Dag.

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