A viagem das férias de janeiro do mineiro Semar Martins, 12 anos, foi para São Paulo. O motivo? A Campus Party. O convite “irrecusável” foi do pai, o empresário da área de informática Ian Campos Martins. Vindos de Belo Horizonte, eles não estão “hospedados” nas barracas azuis, pois optaram por um pouco mais de comodidade. Esse detalhe, porém, não tem sido impeditivo para que aproveitem todas as atrações. Para o garoto Semar, o que mais impressionou foram as instalações do Campus Futuro.

Giulliana Bianconi

O empresário de informática Ian Campos e o seu filho, Semar, que elegeram o game “Emotiv” o melhor da Campus Futuro

Essa área, gratuita para qualquer pessoa que tiver disposição de ir até o Centro de Exposição Imigrantes, tem sido mesmo a mais disputada pelos jovens. Games interativos exibidos em telões são a razão do sucesso da Campus Futuro, onde as filas não deixam dúvida de que os jogos apresentam novidades. Alguns, como o Emotiv, têm um grande apelo pedagógico. Outros, como Wii Spray, reproduzem práticas que costumam seduzir os adolescentes, como a grafitagem.

Giulliana Bianconi

André Marossi com a instalação Wii spray ao fundo: grafitagem virtual em parede “infinita”

O Emotiv foi o eleito por Semar como “o melhor” de todos. O pai compartilha da mesma opinião e explica: “É sensacional [o game] porque ele tem o objetivo de eliminar barreiras de comunicação entre o ser humano e a máquina”. Semar conta que conseguiu usar a força da mente para levantar uma pedra virtual e trazer um bambu para perto de si na tela do computador. O Emotiv permite ações dessa natureza após o usuário acoplar na cabeça um “capacete” repleto de sensores. Estes captam ondas eletromagnéticas resultantes das sinapses realizadas no cérebro quando o jogador estimula o órgão a realizar a atividade desejada. A mensagem que o game passa é a de que o ser humano pode descobrir muitas habilidades e desenvolver a sua capacidade cerebral. E, como não exige funções motoras, permite o uso pelas pessoas com deficiência.

Já no Flick Flock, a movimentação do corpo é o que faz o jogo acontecer. Quando é dado o “play”, o jogador está diante de um telão cujo cenário é ambientado numa cidade. As imagens são em 3D. Luz, som e cenário sofrem modificações conforme os braços são movimentados. A atmosfera criada pelo game dá a impressão, a quem assiste de longe, que os espaços físico e virtual são uma mesma coisa.

Mas não foi essa a instalação que Luciano de Oliveira mais gostou. Transbordando energia, o menino de 9 anos, que foi à Campus Party acompanhado pela avó, ficou fascinado com o Head Bang Hero. O “controle” do jogo é uma peruca. Sensores de movimento instalados nas madeixas artificiais são o que ditam a pontuação. Quanto mais movimento, ao som do rock, mais pontos ao jogador. “É muito louco e difícil, mas é o mais divertido”, diz Luciano, acostumado ao PlayStation.

Como todos os que experimentam o Head Bang Hero, o menino recebeu um relatório sobre o risco de lesões com a sua atuação como metaleiro. Com todos os dados sob controle, partiu curioso para a fila do Wii Spray.

Por lá, André Marrossi, 14 anos, esperava um dos amigos encerrar a grafitagem, que ele já havia feito minutos antes. As marcas do spray que Marrossi usou, porém, já não existiam mais. Na “parede infinita”, todas as expressões dos grafiteiros feitas com um spray repleto de tecnologia somem tão logo um comando do software Adobe Flash é ativado. Para o adolescente, que vai à Campus Party Brasil desde a sua primeira edição, há dois anos, esta realmente é uma novidade. “Parece simples, mas isso daí é diferente. É por isso mesmo que gosto de vir para cá [para o evento], porque a gente vê vários lançamentos da tecnologia”. Com o garoto, um grupo de amigos que estava estreando na Campus Party. “Eles também gostam muito de games e quando falei que aqui tinha muita coisa pra jogar, quiseram vir”, revela Marossi.

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