Filmes podem ajudar a levar para a sala de aula o tema da clonagem, processo biotecnológico no qual ocorre a produção de cópias geneticamente idênticas de um organismo, célula ou molécula de DNA.

“Essas cópias podem ocorrer naturalmente, como no caso de gêmeos univitelinos, ou artificialmente, por meio de técnicas laboratoriais, como a transferência nuclear de células somáticas”, resume a licenciada em ciências biológicas Lorrayne Ribeiro Farias.

De acordo com a Base Comum Curricular (BNCC), a clonagem dialoga principalmente com a unidade temática “Vida e Evolução”, especialmente nos anos finais do ensino fundamental.

“Pode ser relacionada aos conteúdos de hereditariedade e mecanismos reprodutivos, para trabalhar habilidades sobre transmissão de características hereditárias e bases da genética”, aponta Farias.

Já no ensino médio, a clonagem dialoga com genética e biotecnologia. “Ajuda a desenvolver competências como investigação científica, análise crítica e ética nos estudantes”, acrescenta.

“Permite discutir temas como os limites da intervenção humana na natureza, as implicações morais e legais da clonagem humana, identidade e individualidade, uso de animais em experimentos, além de questões de bioética e responsabilidade científica”.

Porém, Farias lembra que, antes de abordar diretamente a clonagem, é importante os estudantes compreenderem conceitos como DNA e sua função, estrutura celular, diferenças entre células somáticas e reprodutivas, divisão celular (especialmente mitose) e os princípios da hereditariedade.

30 anos de Dolly

Em 2026 são relembrados os 30 anos da clonagem da ovelha Dolly, fato considerado um marco na ciência.

“Isso porque demonstrou, pela primeira vez, que uma célula somática adulta diferenciada poderia ser reprogramada para originar um novo organismo completo. Esse experimento evidenciou que o material genético permanece inteiro mesmo após a diferenciação celular, ampliando as perspectivas da biotecnologia e da medicina regenerativa”, explica a bióloga.

A seguir, conheça quatro sugestões de filmes que ajudam a trazer o tema da clonagem para a sala de aula!

Cópias – De Volta à Vida (2018)

Após perder a família em um grave acidente, um neurocientista usa seus conhecimentos para tentar trazê-los de volta à vida, desafiando limites éticos, científicos e as próprias leis da natureza. Classificação: 14 anos.

Clonei Minha Mulher (2017)

Após perder a esposa, um professor de genética tenta cloná-la repetidamente, mas descobre que cada nova versão tem uma personalidade diferente da mulher que amava. Classificação: 14 anos.

A Ilha (2005)

Em um futuro distópico, um homem descobre que ele e todos ao seu redor são clones criados para fornecer órgãos a pessoas reais. Ao lado de uma companheira, ele foge em busca de liberdade e da verdade sobre sua existência. Classificação: 14 anos.

A Vida Imortal de Henrietta Lancks

Baseado em uma história real, o filme acompanha o caso de uma mulher cujas células foram retiradas sem consentimento após sua morte e deram origem a avanços científicos e a uma indústria bilionária de pesquisas médicas. Classificação: 14 anos.

Veja mais:

Clonar ou não clonar: eis a questão

Polêmica: utilização de células-tronco embrionárias

Níquel Náusea: tirinha brasileira pode ser usada no ensino de biologia

Crédito da imagem: Digital Zoo – Getty Images

Talvez Você Também Goste

Conheça 11 filmes para debater a IA e seus impactos

Produções ajudam estudantes a refletir sobre ética, desinformação e outros dilemas contemporâneos

Entenda a nova lei para estudantes com altas habilidades ou superdotação

Especialistas explicam pontos importantes, como identificação precoce, cadastro nacional e aceleração dos estudos

Dragon Ball Z ajuda a introduzir conceitos de química e física

Série de animação pode ser usada para ilustrar desde as Leis de Newton até os modelos atômicos​

Receba NossasNovidades

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.