Com a onda de incentivo à inovação que o país vive, que valoriza profissionais que carregam características trabalhadas em programas de educação empreendedora, a atuação da ONG Junior Achievement vem reforçar o papel do professor e das escola neste processo. “Estamos criando uma força de trabalho para um mercado global e formando líderes que irão nutrir uma nova cultura, que é o empreendedorismo com uma visão moderna, na qual a educação é o pilar do verdadeiro desenvolvimento”, afirma Wilma Santos, superintendente da ONG que está presente no Brasil há 27 anos.

Atuando em 18 programas, a ONG foca em quatro agentes principais: os jovens, que são alunos de escolas públicas ou privadas e estão em classes que vão do jardim de infância até o último ano do ensino médio; as escolas, sempre mapeadas pela organização e comumente próximas das empresas mantenedoras da iniciativa; as próprias empresas, as quais entram com investimento; e ainda os voluntários corporativos –funcionários de empresas que não necessariamente contribuem com doações em dinheiro para os programas, mas que doam horas de seus colaboradores para que eles tenham uma oportunidade de aperfeiçoamento profissional e de engrandecimento pessoal. “Trabalhamos para envolver todos de forma que tenham de demonstrar atitude”, afirma Gisela Cordeiro, diretora-executiva da Junior Achievement São Paulo (confira podcast abaixo.

Educação empreendedora na prática

Odilon Queiroz

Hoje com 20 anos e com sua própria empresa aberta desde os 18 na cidade de Limeira (SP), Felipe Peccinin participou, em 2006, na Escola Estadual Antônio Perches Lordello, do programa Miniempresa da Jr. Achievement. Ele afirma que as vivências teórica e prática a que teve acesso durante o período em que exerceu a função de presidente da empresa fictícia Docitos foi essencial para que acreditasse que era possível empreender mesmo que não contasse com vastos recursos financeiros.

“Foi no programa que eu tive as primeiras ideias de como empreender, pois antes disso, embora eu já tivesse me disponibilizado a vender alguns produtos por conta própria, ainda adolescente, pensava que gerir uma empresa era um bicho de sete cabeças”, diz Peccinin. As atividades do Miniempresa são aplicadas sempre no contraturno escolar e vão da abertura ao fechamento de um negócio. Para que todo o processo se torne o mais verossímil possível, os participantes devem se dividir em grupos de marketing, recursos humanos, vendas, diretoria, entre outros, e pensar juntos na estratégia de atuação da empresa.

Wilma Santos, superintendente da ONG no Brasil, destaca que existe a preocupação de desenvolver nos participantes o espírito empreendedor, ancorado nos conceitos de sustentabilidade, cidadania e respeito à diversidade. “Todos os negócios criados pelos jovens neste programa têm o potencial de proporcionar, dentro da escola, uma experiência prática em negócios, comprometida com o desenvolvimento sustentável”, afirma.

10 pontos essenciais para um empreendedorismo consciente – por Wilma Santos

1 – Responsabilidade com a próxima geração

2 – Transformação de ideia em negócio sem medo de correr riscos

3 – Definição de objetivos e metas

4 – Investimento de trabalho e tempo

5 – Visão global

6 – Ética

7 – Responsabilidade socioambiental

8 – Proatividade

9 – Espírito coletivo

10 – Prática do consumo consciente

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Talvez Você Também Goste

13 dicas para criar uma peça de teatro com os alunos

Professores recomendam trabalhar com jogos, improvisações, literatura e música no processo criativo

Como ensinar ginástica na educação física escolar?

Professoras indicam 8 possibilidades para desenvolver com alunos do ensino fundamental

11 formas de acolher o aluno com síndrome de Tourette

Ambiente inclusivo evita que estudantes sofram com bullying e dificuldades de aprendizagem

Receba NossasNovidades

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.