Ainda se fala muito sobre integrar os dispositivos móveis e a sala de aula. Criam-se aplicativos e conteúdos, que são mais uma releitura dos livros que existem do que atividades diferenciadas. Maurício Gebran, mestre em engenharia de produção, com ênfase em Mídia e Conhecimento pela Universidade Federal de santa Catarina (UFSC), esteve no Congresso Educar Educador 2014, em São Paulo, e apresentou conceitos básicos e fáceis para o uso do celular e tablet nas aulas.

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Desenvolvendo competências para o século XXI

Para Maurício, antes de pensar em formas de usar dispositivos móveis, é preciso entender o universo e envolver o estudante, deixando que ele seja o desenvolvedor do conteúdo e o professor o mediador. “A questão é, não existe aluno distraído, mas aluno concentrado em outras coisas. Por isso, não importa a tecnologia, mas a forma como iremos utilizá-la, para conquistarmos a atenção deles”, explica o especialista.

Outro ponto importante passado por Maurício é a importância da construção em conjunto, inclusive com a família, para que todos tenham clareza de como e quando serão feitos o uso dessas ferramentas. “A ideia não é impor regras, mas fazermos combinados para que todos utilizem da melhor forma possível e com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do aluno”, ressalta Gebran.

Uma pesquisa feita pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Secretaria Geral, com apoio da Unesco Brasil, em 2013, aponta a velocidade com que as novas gerações absorvem o uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Segundo o estudo, nove em cada dez jovens, entre 15 e 29 anos, tem celular, sendo o principal motivo de uso são para ligações, buscar informações pela internet e fazer registros com fotos e vídeos. 

Para o especialista, existem soluções focadas em mobile learning — o aprendizado via tecnologias móveis – que podem ser aplicadas de forma simples no cotidiano escolar. Confira abaixo algumas dicas:

  • Organizador de tarefas – pedir que o aluno utilize a agenda do celular para marcar as próximas atividades, exercícios e até provas;
  • Câmera – permita que o aluno tire fotos das aulas e compartilhem com os colegas que não estiverem com o celular;
  • Registro de pesquisas – promova pesquisas que os alunos possam registrar usando celulares ou tabletes: Exemplo: pesquisa de tipos de plantas, onde eles possam fotografar e apresentar na sala o que ele achou pelo caminho;
  • Fóruns de discussão – no Facebook, que é possível criar um grupo fechado só para a classe, para compartilhar conteúdos, imagens e troca de ideias; e no Whatsapp, criar para passar informações de última hora ou compartilhar algum conteúdo;
  • Pílulas de conhecimento – pesquisar sites e aplicativos de jogos que contribuam com o desenvolvimento da mente. Exemplo: Perguntados, um jogo gratuito, disponível para celular e tablete, que traz questões de conhecimentos gerais e a pessoa ainda desafia um amigo.

 


Imagem do jogo Perguntados

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