O colégio Integrado Objetivo, de São Paulo, obteve a melhor média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Já com relação as escolas públicas, o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, ficou com o primeiro lugar. Entre os fatores que ajudaram aos alunos das instituições a atingirem boas notas, está o acesso às tecnologias educacionais.

O professor e diretor de Tecnologia do Objetivo, Almir Brandão, afirma que a escola se preocupa em trazer a tecnologia para dentro da sala. “Começamos com computadores nas aulas. Atualmente, temos realidade virtual, uma imersão para estudar física. Ainda, contamos com lousas interativas que colocamos em 1998 e usamos Ipads conforme a aula. Dependendo, o professor usa a ferramenta que facilita a vida do aluno”, conta.

As lousas interativas são semelhantes aos Ipads, no entanto, têm o tamanho de lousas comuns. “A simulação de física ou mostrar o magma no centro da terra. Para isso, o professor leva os alunos até uma sala e usa”, explica Brandão. “Tudo isso faz com que atualize a cabeça desse padrão de crianças que estão surgindo. É outro mundo o deles”, diz ao comparar com a sua geração, que nasceu sem computador em casa.

Também, o aluno pode fazer as tarefas de casa pela internet, além de conseguir carregar em seu Ipad particular o conteúdo das aulas, que foram adaptados para o recurso tecnológico. “É necessário explorar tudo isso com o devido cuidado. Para conseguir motivar os alunos a aprenderem qualquer coisa, temos que estar nesse novo mundo”, alerta a coordenadora pedagógica do colégio, Vera Lúcia da Costa Antunes.

Segundo o professor de biologia e diretor do Colégio de Aplicação, Hélio Paulo Pereira Filho, a educação ligada à tecnologia também contribuiu para a colocação da escola no Enem 2011, que além de primeira entre as públicas, ficou em oitavo lugar no ranking geral.

“Temos aulas práticas em várias disciplinas de física, química, biologia e no laboratório de informática, usado por alunos e professores. As salas têm equipamento audiovisual e muitas vezes os professores usam a internet em sala para ajudar na aprendizagem”, ressalta.

Outros fatores
Além das tecnologias, Pereira Filho destaca que a dedicação exclusiva dos professores, dividida entre ensino e pesquisa, foi um grande aliado. Pela proximidade com a universidade, “os professores envolvem alunos em vários projetos de pesquisa. Recursos tecnológicos são importantes, mas não adiantam se não tem professor para dar andamento aos projetos”, avalia.

Já Vera Lúcia apontou como ponto forte motivar o aluno. Para isso, ela afirma a necessidade de professores que ministrem aulas prazerosas. “Se ele não tiver interesse, não aprende”, acredita.

Ambas as escolas pré-selecionam os alunos que estarão em suas salas de aula. Enquanto o Objetivo faz entrevistas, o Colégio de Aplicação aplica um exame.

Para a classificação no Enem 2011, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) considerou 10.076 escolas, o que corresponde a 40,56% do total de instituições, e não contou com a prova de redação. Para a divulgação das notas, foram consideradas as escolas em que pelo menos 50% dos alunos concluintes do ensino médio participou do exame no ano passado e as instituições de ensino com um mínimo de dez alunos no último ano do ensino médio.
 


O Colégio de Aplicação da Universidade de Viçosa ficou em
primeiro lugar entre as escolas públicas no Enem

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