Na Escola Estadual Básica Monsenhor Bernardo Peters, no município Treze de Maio (SC), os alunos se preocupam com o meio ambiente. Participam de coleta de lixo na margem dos rios, cultivam horta, trocam informações sobre sustentabilidade. As ações práticas, no mundo real, entretanto, só começaram depois de uma “overdose” de atividades online que tiveram início com a Gincana do Milênio. O projeto idealizado pela Fundação Certi e pelo Instituto Sapientia é um desafio pedagógico sobre sustentabilidade e os Oito Objetivos do Milênio traçados pela ONU. A gincana começa com jogos virtuais e, no decorrer do evento, os grupos têm que elaborar uma plano de ação para a sua escola ou cidade. O projeto desenvolvido pelos alunos deve objetivar a modificação social. Para realizar essa tarefa, os estudantes se concentram em uma estrutura montada especialmente para o evento, a qual se assemelha a um circo.

 

Lá, telões de alta resolução, projetores e mesas interativas, além de sistemas de áudio potentes, fazem com que os estudantes mergulhem em questões acerca da sustentabilidade auxiliados pelas novas tecnologias. Os projetos são avaliados e os melhores, financiados pelo programa de empreendedorismo social-juvenil realizado pela ONG internacional Ashoka.

 

 

Carla Citadin, 17 anos, integra um dos projetos de educação ambiental vitoriosos na Gincana do Milênio, o Cultivando a Saúde. “Muitas pessoas não se alimentam adequadamente porque não têm hábitos saudáveis. Então fazemos campanha para isso, plantando mudas na escola e conversando com a comunidade, distribuindo panfletos”, conta Carla. Colega no mesmo projeto, Kelle di Biasi, 16 anos, explica que a iniciativa conta com nutricionista, fornecedor de adubo e outros “aliados” que orientam o grupo a desenvolver a boa ideia que conseguiu implementar.

 

Também estudante escola Monsenhor, Luziana Magagmim, 16 anos, participa do “Preservando o que é nosso”, que visa a limpeza do Rio Caipora. A adolescente admite que a participação no projeto mudou os seus hábitos. “Passei a enxergar mais o ambiente, a ter mais cuidado onde jogo o lixo”, diz. Muitas vezes ela abdica dos finais de semana de brincadeiras para realizar limpezas nas margens do rio. Suzana Pragnani, 16 anos, segue o mesmo caminho. Depois de recolhido, o lixo é reciclado na escola.

 

Professora de Geografia e orientadora do projeto, Susilene Guerdert afirma que os integrantes são comprometidos com a iniciativa e levam muito do que fazem na atividade extra classe para a sala de aula.

 

Ferramentas para quem quer promover a educação ambiental na web 
À disposição dos internautas, na rede, estão diversos recursos voltados para o estudo e a investigação de temas ambientais. A educadora Miriam Salles, professora de biologia especializada em educação a distância, conhece bem esse universo. No blog que mantém, costuma dar dicas dessas ferramentas, úteis tanto em aulas quanto em pesquisas de alunos que podem utilizá-las para estudar ou fazer apresentações de trabalhos mais dinâmicas, interagindo com colegas.

 

Para Miriam, embora as ferramentas avulsas sejam muito úteis, ela considera que, para os jovens, o Ning é o melhor recurso. “Ali eles podem reunir tudo o que encontraram, fazer uma postagem audiovisual e se comunicar, que é mesmo o que eles gostam de fazer”, diz Miriam. Sempre navegando em busca de novas iniciativas e de redes voltadas para a questão ambiental, ela destaca que o debate dos jovens, em muitas redes, ainda não é intenso. “Você até encontra inúmeros grupos, mas não são todos que mantêm uma discussão ativa”, opina.

 

Experiente, ela sugere aos jovens dispostos a defender a causa a ambiental a prática de pesquisas. “Buscar informações científicas é importante, pois ficar somente no ativismo, sem subsídios, sem conteúdo, não significa mudança.”

 

Confira ferramentas e sites voltados para o meio ambiente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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