O uso de aplicativos que preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já é uma realidade na educação no país. Mas como toda ferramenta eles precisam ser bem utilizados para cumprirem seu objetivo de ajudar no acompanhamento dos alunos e no planejamento das aulas.
 
A seguir, diretores e coordenadores relatam suas experiências com a utilização dos famosos apps por seus alunos do ensino médio. Busque os aplicativos que mais gosta, faça o download e veja as dicas abaixo. O Enem está previsto para ocorrer nos dias 24 e 25 de outubro de 2015.
 
1- Organize o cronograma
Os aplicativos permitem que os professores montem listas de exercícios e tarefas de casa. Assim, é importante organizar um cronograma com os conteúdos. “Nossos professores apresentam questões de matemática e língua portuguesa todos os dias, e outras disciplinas, como física, química e literatura são distribuídas ao longo das semanas. Fizemos isso para não ocorrer de ter semana com muito conteúdo e outras com pouco”, conta o coordenador do Colégio Santo Agostinho Leblon, no Rio de Janeiro (RJ), Evaldo José Palatinsky.
 
2- Selecione os dados 
Os aplicativos para Enem geram diversos tipos de dados. Assim, cabe ao professor selecionar aqueles que irão contribuir para o planejamento das aulas e acompanhamento dos alunos. “Isso orienta a interatividade com os alunos, que fica mais calculada”, defende Palatinsky.   
 
3- Compare o desempenho
Alguns tipos de aplicativos permitem que a escola compare os resultados obtidos por seus alunos com escolas da mesma região. A comparação ajuda a identificar conteúdos que precisem ser melhor trabalhados e, com isso, fortalecer os alunos frente a concorrência no vestibular. 
 
4- Não ao planejamento “tapa-buraco”
Os dados gerados pelos apps apontam com precisão as deficiências dos alunos. Mas o que fazer com essas informações? Para o diretor do Colégio Loyola de Belo Horizonte (MG), Germano Cord Neto , o ideal é utilizá-las no planejamento trimestral ou anual, evitando seu uso como “tapa-buraco”. “O que acontece é que saem atrás do professor para ele arrumar essa competência para amanhã, e assim sucessivamente. Se ocorre dessa maneira com frequência, isso o desmotiva, atrapalha o programa de ensino e a proposta pedagógica”, defende.  
 
5- Crie um histórico do aluno
Um dos pontos fortes dos apps de preparação para o Enem é possibilitar um acompanhamento individualizado do aluno. “Não é o resultado de um simulado que importa. Em três anos, é possível construir um histórico de envolvimento do aluno na questão acadêmica”, destaca Palatinsky. “Com esse indicador, tenho subsídios para fazer o atendimento à família com informações mais concretas”, opina.  
 
6- Aposte no uso recreativo
Segundo Germano Neto, há uma boa aceitação dos aplicativos por parte dos alunos quando o uso é recreativo. “O professor deixa as questões no aplicativo por mais tempo e eles respondem fora das aulas”, explica. 
 
7- Respeite os alunos e professores resistentes
Palatinsky conta que não precisou mudar a rotina pedagógica para incluir o uso do aplicativo no Colégio Santo Agostinho Leblon. “É um plus. Quem quis, encontrou dez minutos a mais por dia para se preparar para esse modelo de avaliação. Assim, você valoriza quem fez e não ‘tira’ de quem não se envolveu com o projeto”, completa. Segundo o diretor, em três meses de uso do aplicativo foram aproximadamente 70 mil questões respondidas num universo de 500 alunos.
 
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