Apoiar uma causa, fortalecê-la a partir de ações planejadas e estimular o debate sobre a mesma, visando mudanças estruturais. Esses foram os desafios abraçados pela Claro quando, em março de 2009, a empresa lançou o Instituto Claro, focado na educação inovadora. Educação essa que valoriza as habilidades que os jovens do século XXI apresentam como conseqüência natural da relação intrínseca com as novas tecnologias. Educação essa que renega a verticalização do ensino ao defender os processos de troca de informação e conhecimento entre estudantes e educadores.

 

Maíra Soares

4º Fórum do Instituto Claro reuniu mais de 150 pessoas em São Paulo

 

O empenho do Instituto, ao longo desses nove meses de atuação, para ampliar os espaços de debate sobre o tema e destacar iniciativas que possam contribuir para modificar estruturas tradicionais, gerou resultados em diversas direções. Internamente, foi o fomento da base de um trabalho que, em 2010, focará na prática. “Neste primeiro ano, o desafio foi se aprofundar na causa e descobrir os melhores caminhos para a nossa atuação, de forma que pudéssemos agregar às questões de educação e novas tecnologias, que já são apoiadas por outras instituições. Agora, vamos priorizar a tangibilização dessa causa”, afirma Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro.

 

Externamente, o trabalho realizado a partir do entendimento das demandas do cenário atual educacional resultou em parcerias com outras instituições e em oportunidades de apoio para projetos que se alinham ao Instituto, a exemplo dos contempladas pelo “Prêmio Instituto Claro – Novas Formas de Aprender”.

 

Carime avalia que a liderança fez a escolha certa quando decidiu lançar o Instituto Claro “sem mapa”, “sem manual”. “Desde o primeiro momento, pensamos em aprender fazendo, e isso foi muito positivo porque permitiu que a gente se aproximasse das pessoas e tivesse a chance de ‘fazer junto’ com quem já estava mergulhado nesse universo”.

 

 

A aproximação se deu nos universos real e virtual. Na web, canais foram criados. Tanto este portal quanto o twitter @institutoclaro foram pensados para funcionar como veículos de comunicação de via dupla entre a instituição, especialistas e os interessados na causa. Estes últimos foram mapeados pelo Instituto para participarem de forma mais ativa, seja como autores de artigos especiais publicados neste espaço virtual, seja como colaboradores nas outras diversas seções do site ou como participantes de debates presenciais, realizados em formato de fórum.

 

Em cada um dos quatro fóruns realizados, um tema abrangente cumpriu a proposta de relacionar sociedade, tecnologia e educação. Entre os debatedores, personalidades como a educadora Léa Fagundes, os engenheiros e professores Sílvio Meira e Roseli de Deus, os pesquisadores e também professores José Manuel Moran, Rogério da Costa, Lynn Alves, Sérgio Amadeu, Maria Elizabeth de Almeida e o pesquisador uruguaio Roberto Balaguer. As discussões construtivas resultantes desses encontros estão disponíveis em vídeo neste portal e podem ser acessadas gratuitamente, assim como todos os conteúdos aqui existentes.

 

Além dos vídeos, sínteses textuais do que foi tratado em cada um dos debates integram, na seção Observatório, uma lista de mais de 70 reportagens produzidas pela equipe de conteúdo nos últimos nove meses. Informações e tendências do universo das TICs foram levadas ainda para o Laboratório, onde ferramentas da web, redes sociais e games com potencial educativo foram avaliados e sugeridos semanalmente para educandos e educadores.

 

Como atualmente a web já não pode mais ser discutida dissociada das redes sociais, o Instituto adentrou esse universo pelo Twitter. “Em 2010, vamos estar em outras redes também. A experiência foi extremamente positiva”, diz Carime.

 

O Prêmio Instituto Claro, que na sua primeira edição teve o surpreendente número de 1.365 inscritos, é outro projeto garantido para 2010. “Esse prêmio foi uma grande conquista, pois chegamos em todos os estados do país e tivemos ótimos projetos inscritos”, comemora Carime. A próxima edição passará por reformulações. “Vamos revisar as categorias, os valores de premiação. A idéia é ampliar”.

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