Graduação, pós-graduação ou extensão? Já fez o seu planejamento acadêmico para este ano? Mesmo com a constante falta de tempo, um mal que atinge a sociedade do século XXI, o investimento pessoal em educação é fundamental para o desenvolvimento profissional. Entre as possíveis soluções para conciliar a vontade de estudar e de se aperfeiçoar com a escassez de tempo, está a educação a distância (EAD), formato que ganha mais adeptos a cada ano.

De acordo com dados do Censo da Educação Superior 2008, o mais recente, divulgado pelo Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), as matrículas em graduações EAD aumentaram 96,9% entre 2007 e 2008. Novos números, relativos a 2009, só serão divulgados após a coleta de dados, que segue até abril. Porém, mesmo sem pesquisas é fácil notar a proliferação da oferta em EAD. Por isso, o Instituto Claro preparou um guia para auxiliar os interessados em fazer cursos a distância alinhados ao universo das novas tecnologias utilizadas na educação. Como se precaver para que a experiência de um curso nesse formato não represente dor de cabeça meses depois? Como buscar referências da instituição escolhida? O momento é o mais pertinente para ler atentamente as dicas, pois há matrículas abertas em todo o país.

O primeiro passo, depois de escolher o nível de ensino, é consultar órgãos que legitimam os cursos a distância. Se for nível superior, é imprescindível uma visita ao Sistema de Consulta de Instituições Credenciadas para Educação a Distância e Pólos de Apoio Presencial (SIAED). Lá é possível explorar cada um dos estados brasileiros em um mapa que traz todas as instituições credenciadas pelo MEC em cada um deles. Isso garante que, ao terminar o curso, você terá um diploma reconhecido pelo Ministério da Educação. Caso o curso procurado seja no nível de aperfeiçoamento ou extensão, vale a pena conferir se a instituição tem o selo da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).

A ABED, aliás, tem no seu portal um catálogo de cursos a distância das mais variadas áreas do conhecimento. Nem todos os cursos citados lá estão com informações atualizadas, mas, ainda assim, é um ótimo caminho para conhecer instituições que oferecem cursos sobre o tema que você procure.

Ao escolher o curso e a instituição, também é muito importante checar se serão desenvolvidas, em algum momento, atividades presenciais. Na Universidade do Sul de Minas (UNIS), onde estão abertas matrículas para a pós-graduação em Docência para a Educação a Distância, o aluno tem de ir à instituição para as avaliações. Analista administrativo da UNIS, Vivel Carvalho explica que se o aluno mora em outro estado ou outro país, até existe a flexibilidade. “Podemos concentrar as aplicações de prova em uma ou duas datas, mas em algum momento é necessário ir à universidade”, diz Carvalho.

Essa dinâmica de provas presenciais é praxe nos cursos a distância de graduação e pós-graduação. Por isso, ao se matricular, procure uma instituição à qual você poderá comparecer quando necessário.

Outro cuidado que se deve ter é buscar informações sobre o corpo docente. Não é porque se trata de um curso a distância que o currículo dos professores não deve ser levado em consideração. Na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), onde, dentre outras, estão sendo oferecidas as pós-graduações em Ciência da Educação e Metodologia da Educação a Distância, a maioria das páginas de cursos, no portal, traz os nomes dos professores. Quando não houver isso, entre em contato com a instituição para ter as informações.

Atenção semelhante deve ser dispensada às disciplinas. Você sabe quais são as que compõem os cursos? Quantas horas estão reservadas para cada uma? Esse cuidado pode prevenir futuras frustrações. Por exemplo, se a intenção de um aluno, em um curso que se propõe a formar profissionais para a utilização de plataformas de EAD, for aprender sobre o Moodle, é bom ter certeza de esta plataforma estará contemplada com destaque na grade curricular.

A listinha de precauções ainda tem outro item importantíssimo: a averiguação dos pré-requisitos para o curso que, no caso da EAD, não se resume ao currículo do aluno. A tecnologia mínima necessária para que a aprendizagem possa ser efetivada sem ruídos também deve ser disponibilizada pela instituição.

No site do Senac SP, no qual estão abertas matrículas para o novo curso de extensão de Web Colaborativa e para mais uma edição da extensão em Planejamento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, estão entre os pré-requisitos: equipamento com mínimo de 128 Mb de memória, drive leitor de CD Rom, placa de som e ainda a indicação especificada para o browsers de navegação (Internet Explorer versão 7.0 ou superior; Mozilla Firefox 2.0 ou superior sem bloqueador de pop-up).

E, embora se trate de um “cuidado”, pesquisar instituições que buscam incentivar os alunos a interagirem além do ambiente formal das aulas pode representar a ampliação da rede de contatos. Os alunos do Formação de Orientadores de Aprendizagem para EAD da PUC-SP e do Centro Paula Souza dispõem de uma comunidade virtual na rede Ning. Ali é possível saber quem é quem nas duas instituições, realizar discussões com os colegas de curso, compartilhar artigos etc.

Universidade Aberta do Brasil (UAB)

Além de credenciar instituições de EAD, o MEC mantém o sistema Universidade Aberta do Brasil, que consiste numa rede de instituições que ofertam cursos e servem como pólos de apoio para os estudantes. São universidades (federais ou estaduais) e Institutos de Educação Tecnológica que realizam processo seletivo e oferecem diploma reconhecido pelo MEC. A seleção dos cursos que fazem parte da UAB, inclusive, é do próprio MEC.

Na página da Universidade Aberta na Internet, é possível pesquisar instituições, pólos e cursos. O Instituto Claro realizou uma busca pelos cursos a partir da palavra “Educação” e surgiram opções relacionadas às novas tecnologia, como as especializações TIC – Aplicação à Educação, pela Universidade Federal de Santa Maria, Informática na Educação, pela Instituto Federal do Espírito Santo e Mídias na Educação, pela Universidade Federal de Alagoas. No mesmo local é possível consultar os pólos de apoio, todos padronizados, com laboratórios e bibliotecas.

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