Depois de seis meses de dedicação, troca de experiência e aprendizagem, nesta semana chegou ao fim o Campus Mobile, programa do Instituto Claro, em parceria com a Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, que apoiou jovens universitários no desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis. As bancas de avaliação começaram na última quarta-feira, virtualmente, e seguiram na quinta, quando os participantes se reuníram em um evento em São Paulo para apresentar o protótipo do dispositivo móvel a um júri formado por educadores e especialistas do setor de tecnologia e telefonia. As apresentações surpreenderam a banca avaliadora e os projetos vencedores demonstram que os aplicativos podem, de forma simples, solucionar problemas do cotidiano. (veja aqui o nome dos ganhadores do Campus Mobile).

Na avaliação do Instituto Claro e dos tutores, o programa possibilitou que os estudantes se aproximassem mais deste tipo de tecnologia e enxergassem na produção de aplicativos uma chance para minimizar a falta de informações ou transformar uma necessidade em produto, seja no uso do transporte público, nas compras ou na busca por mais qualidade de vida para portadores de deficiência. “Estes jovens chegaram em janeiro com uma ideia, apenas. Depois de todo este tempo de aprendizagem e desenvolvimento, mostraram que suas ideias eram tecnicamente viáveis”, aponta Irene Ficheman, do LSI-TEC.

Rafael Barrera

O vencedor do desafio foi Iury Valls, que ganhou R$ 5 mil pela criação do aplicativo Offering, uma ferramenta para identificação de ofertas instantâneas baseada em geolocalização. Em segundo lugar, ficou o projeto RexMobile, de Willian Rochadel, com o prêmio de R$ 3 mil. O projeto tem por objetivo desenvolver e implementar uma plataforma piloto de ambiente virtual colaborativo, através de experimentações remotas com software e hardware livres. O terceiro lugar foi para Daniel Leite e Júlio Henrique Rocha, que levaram R$ 2 mil pela criação do Busão, um aplicativo que pretende dinamizar a vida do usuário de transporte público com funcionalidades que envolvem itinerários e geolocalização. Projeto semelhante, porém com outras funcionalidades, foi o Busão da Hora, de Moisés Santana, que ganhou o quarto lugar e um tablet Motorola.

“O resultado dos projetos apresentados surpreendeu positivamente. Temos soluções efetivas e de fácil uso por toda a população. São protótipos que suprem necessidades identificadas por cada um dos mobilianos, o que comprova que a tecnologia pode e deve ser utilizada para ampliar a cidadania”, avalia Maria Tereza Sita, coordenadora do programa.

Articulação e desenvolvimento

O programa contou com a inscrição de mais de 1.300 jovens. Destes, 92 foram escolhidos para participar de um encontro inicial, onde eles apresentaram suas ideias de aplicativos. Em seguida, vieram os seis meses de interação e desenvolvimento através do ambiente virtual.

Iury Valls conta que a vivência em rede com outros participantes ajudou muito. Aliás, um dos motivos da escolha de seu projeto, segundo a banca julgadora, foi a sua capacidade em mobilizar outras pessoas para integrar o projeto.

“Logo após voltar do primeiro encontro, vi que a maioria dos participantes tinham conhecimentos técnicos muito avançados. Eu curso Administração e percebi que precisava de apoio de algum programador”, conta. Iury apresentou a ideia a um professor, que ajudou a encontrar um sócio para o projeto.

“Ainda estamos comemorando o resultado”, conta Iury. Ele destaca que o prêmio foi um incentivo enorme e que, agora, ele e seu sócio, Pietro Schaff, vão buscar investidores para lançar o aplicativo.

Além das habilidades técnicas de programação, os participantes tiveram que desenvolver a apresentação de seus trabalhos. Iury considera esta parte como uma das mais marcantes no processo: “Foi muito importante aprender a inspirar outras pessoas com a sua ideia”, finaliza.

Na apresentação de quinta-feira, ainda houve espaço para duas palestras que ajudaram os mobilianos a refletir sobre o desafio de conjugar os estudos e a vontade de empreender. A primeira, com Pedro Kayatt, desenvolvedor na área de games, e a segunda com Rodrigo Borges, sócio-fundador do Buscapé. Confira o vídeo com os palestrantes:

 

https://youtu.be/HYsAqFVqiaw

 

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