Caiu o índice de satisfação dos moradores da cidade de São Paulo com relação à educação, na comparação de 2015 com o ano anterior. A sétima edição da pesquisa Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município (Irbem), divulgada em janeir, aponta que a nota média para a área foi de 4,1, contra 4,5 dos dois anos anteriores. Em 2012, o número estava em 4,8 e em 2009, primeiro ano da avaliação, atingiu nota 5. A escala vai de zero, que corresponde à insatisfação total, até 10, equivalente a totalmente satisfeito.
 
“As 25 áreas investigadas neste estudo tiveram indicadores mais baixos neste ano. Apenas relação com animais permaneceu estável. De maneira geral, há um mau humor generalizado com as esferas públicas de governo, independentemente do espectro político partidário. Na área da educação, todos os atributos medidos apresentam médias menores do que as encontradas em 2014.”, disse a CEO do IBOPE Inteligência, Márcia Cavallari.
 
“É importante lembrar que essa pesquisa mede a percepção das pessoas, ou seja, independentemente do uso ou não do serviço público, ele é avaliado. Assim, as pessoas usam as informações que têm para essa tarefa, o que ouvem falar, o que leem, o que veem, o que contam, etc. Entre os entrevistados que realmente usam cada tipo de serviço público de educação se apresentam avaliando com médias de 6 ou mais e em mesmo patamar de 2014”, completou.
 
Educação em queda
O Irbem aborda 25 temas, tanto os relacionados às condições objetivas de vida na cidade – nas áreas de saúde, educação, meio ambiente, habitação, trabalho, entre outros – quanto os ligados a questões subjetivas, como sexualidade, espiritualidade, consumo e lazer. Dos 169 itens avaliados, 150 (89%) ficaram abaixo da média da escala (5,5), 16 (9%) ficaram acima e 3 (2%) ficaram na média. As áreas da saúde e da educação mantiveram um grau de satisfação que não corresponde à importância atribuída a elas para a qualidade de vida do cidadão paulistano.
 
Na educação, oscilaram negativamente de 2014 para 2015 o acesso ao ensino superior de qualidade, de 4,6 para 4,1, bem como o item respeito, valorização e reconhecimento aos profissionais de educação, de 4,1 para 3,7. A quantidade de vagas em creches, pré-escolas e escolas em locais próximos a sua moradia caiu na nota, de 4,3 para 4,0, assim como os itens envolvimento das famílias na educação dos filhos (4,4); formação e condições de trabalho e estudo dos profissionais de educação (4,2); adequação da formação educacional para o acesso ao mundo do trabalho (4,1) e promoção da cidadania e da democracia na educação (4,0).
 
O nível de satisfação com frequência com que pratica esportes na escola permaneceu estável em relação ao ano anterior. A média ficou apenas 0,1 a mais, passou de 4,7 em 2014 para 4,8 em 2015. “Importante ressaltar que a nota média oscila positivamente, mas ainda é abaixo do ponto médio da escala que vai de 1 a 10”, advertiu Márcia.
 
Confira aqui a apresentação completa da pesquisa.
 
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