O projeto Fronteiras do Pensamento, evento que conta com o patrocínio do Instituto Claro, apresentou nos dias 14 e 15 de outubro, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS, em Porto Alegre, uma programação que agradou jovens e adultos. No primeiro dia, mais de 1.100 convidados puderam assistir à conferência do escritor peruano Mario Vargas Llosa, um dos mais conceituados nomes da literatura latinoamericana e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2010. No dia seguinte, foi a vez de cerca de 1.000 jovens participarem do Fronteirinhas, encontro que aproximou os adolescentes à obra de escritor. Durante uma hora e meia, a discussão foi enriquecida com músicas, trechos de filmes e muita conversa entre a plateia e os professores Sergius Gonzaga e Joana Bosak. Tudo isso sob o comando do escritor Fabrício Carpinejar, a partir do tema “O Continente Mágico: A Literatura na América Latina”,.

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Mais de 1.100 convidados acompanharam o evento

“É sempre um desafio despertar o interesse para a leitura nesta faixa etária. Mas, acho que se uns 20 por cento dos jovens captarem a mensagem já é interessante”, afirmou a professora Joana Bosak. O debate foi elaborado com base no conceito de identidade latinoamericana, a partir de autores como o argentino Jorge Luis Borges e obras representativas do cinema, como o filme brasileiro “O Auto da Compadecida”. “Fizemos um passeio até chegar à obra de Llosa”, completa a professora.

O escritor Vargas Llosa, que é o 8º conferencista do Fronteiras do Pensamento deste ano, discutiu a evolução do conceito de “cultura” no decorrer da história. Com o Salão de Atos da UFRGS lotado, o autor iniciou seu discurso agradecendo o carinho do público do Fronteiras que, de acordo com suas próprias palavras, recebe “pensadores e artistas tão ilustres”.

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Llosa falou sobre porcentagem de analfabetos

Durante o encontro, Llosa defendeu que o conceito de “cultura” significa um conjunto de fatores e disciplinas: a reivindicação de novas ideias, valores, conhecimentos históricos, religiosos, filosóficos e científicos, assim como o fomento de diferentes formas artísticas e campos do saber. Entre outras questões interessantes, levantou: “Como falar, então, em um mundo sem cultura numa época em que naves construídas pelo homem chegaram às estrelas e a percentagem de analfabetos é a mais baixa de todo o acontecer humano?”

Em contraponto, chamou a atenção para o fato de que o número de alfabetizados é quantitativo, enquanto a cultura é qualidade, não quantidade. E ainda aprofundou, advertindo que é bastante atual a capacidade de reunirmos armas de destruição massiva que podem acabar com o planeta, mas que esse potencial está mais próximo da barbárie do que da cultura.

Confira um resumo da palestra de Llosa clicando aqui. Mais informações no site http://www.fronteirasdopensamento.com.br ou pelo e-mail relacionamento@fronteirasdopensamento.com.br. O Fronteiras também está no Twitter: http://www.twitter.com/fronteiraspoa.

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