Dois dias de workshop e dois dias de seminário, acompanhados por mais de 800 pessoas entre os presentes e via streaming. Depois de todo o conteúdo apresentado e discutido, o público do Claro Curtas participou da cerimônia de encerramento do festival, realizada no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), para conhecer os vencedores da disputa.

Além da presença dos jurados Cao Hamburger, Caio Gullane, Carlos Nader e Matheus Nachtergaele, o evento contou com a participação de profissionais dos setores audiovisual, de novas tecnologias, educação e responsabilidade social, representantes do poder público e instituições parceiras.

O vencedor foi o vídeo “Mídia Obsoleta”, do carioca André Sicuro, que ficou em primeiro lugar e levou o prêmio de R$ 50 mil. O vice-campeão foi o curta “Gustavo”, do goiano Estevão Keglevich, premiado em R$ 30 mil, e, em terceiro lugar, “Mar Vermelho”, do alagoano Cristyangelo Gomes, que recebeu R$ 15 mil.

O vencedor por voto popular, escolhido pelo público que acessou o site do Claro Curtas, foi o vídeo “Arroba”, do também carioca Ricardo Martins Pereira e Souza, premiado com R$ 5 mil. Houve ainda uma menção honrosa ao vídeo “Geração Y”, do paulista Raphael Bottino. O curta traz a história da cubana Yoani Sanchez, eleita pela revista norteamericana Times como uma das pessoas mais influentes do século XXI, mas que está proibida de sair do seu país pelo governo cubano. “Essa menção é para lembrar a todos que o uso das novas tecnologias somente é pleno quando há democracia”, afirmou Caio Gullane, que representou a comissão julgadora na entrega do reconhecimento a Bottino.

Para André Sicuro, autor de “Mídia Obsoleta”, ganhar o Claro Curtas não era esperado. “Vencer foi uma surpresa! Foi o primeiro grande prêmio que eu ganhei, e isso imediatamente após me formar em cinema pela UFF (Universidade Federal Fluminense), o que me deu muito incentivo em continuar produzindo e me fez acreditar no meu trabalho. Eu fui para São Paulo confiante em ganhar, mas quando aconteceu de verdade me pareceu ilusão. O meu filme era o mais experimental entre os finalistas, o que comprovou que os jurados do festival não são nada obsoletos e estão antenados nas linguagens contemporâneas”, afirmou.

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